Depressão

 

Quando vejo pacientes chorando em vídeos na internet dizendo “Não menosprezem a minha dor; depressão é uma doença grave e precisa de tratamento” eu automaticamente me compadeço e me identifico com o sofrimento do sujeito. Mais ainda, reconheço a necessidade de olhar para a depressão com cuidado e seriedade. Entretanto, por trás desses depoimentos surge uma imensa força de propaganda para que a depressão seja medicalizada, tratada como um transtorno físico, olhando-a por uma perspectiva ontológica e adorcista.

Logo depois destes depoimentos tocantes aparecem frases como “Depressão é doença séria, mas tem remédio”, fazendo-nos crer que se trata de um mal em si (e não um desarranjo funcional da própria vida) e que a cura virá de fora, com drogas químicas que agem no cérebro modificando suas respostas aos estímulos sensoriais.

Pois a verdade é bem diferente do que a indústria quer nos fazer acreditar. Os anti-depressivos são repetidamente confirmados como placebos, com efetividade nula ou sem significado estatístico para comprovar um efeito positivo.

“Os ensaios clínicos descobriram, reiteradamente, que os antidepressivos ou não são mais eficazes que o placebo, ou são ligeiramente mais eficazes.”

Para maiores informações, clique aqui.

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