Traças

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O Brasil foi tomado no último ano por um enxame de traças fascistas, que insistem em corroer o tecido social com seu discurso de ódio inflamado. Hibernantes no grande armário das elites nacionais desde a decadência do regime militar em meados dos anos 80, elas retornam com toda a força, destruindo a fina camada de civilidade que nos encobre. O ódio envelhecido em barris de ressentimento ressurge mais ácido do que nunca, principalmente pela emergência no cenário nacional de um contingente de brasileiros outrora invisíveis – ou quando muito vestindo uniformes brancos. As babás, os pedreiros, agricultores e funcionários saíram do anonimato e invadiram escolas, aeroportos e universidades, e isso é inaceitável para aqueles que se negam a admitir a dimensão do Outro. Os fascistas saíram do armário com uma fome de mais de 30 anos, e deixaram claro que o fim das liberdades, a exclusão, o preconceito e o racismo farão parte do seu discurso aberto e sem limites, de agora em diante.

Como diria a antropóloga Márcia Tiburi, autora do livro “Como conversar com um fascista”:

“O fascismo é o ódio ao outro – nas variadas formas de negação, repressão, recalque, esquecimento, preconceito, agressão, violência simbólica e física – transformado em norma política.”

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