Liberdade, liberdade

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A liberdade sexual das mulheres incomoda – e muito – no sexo e no parto. Incomoda porque TODA a estrutura patriarcal se assenta sobre a dominação e o controle da capacidade reprodutiva. Portanto, não se trata apenas de um sentimento subjetivo de posse sobre o corpo do outro (esse as mulheres também possuem) mas um sentimento cultural, esparso e arraigado de que o corpo da mulher precisa ser controlado para manter a ordem social. Por essa razão a liberdade sexual das mulheres nos incomoda a todos – homens e mulheres – porque desafia o paradigma atual que nos oferece alguma paz momentânea nesta zona de conforto patriarcal.

Quem assistiu o documentário sobre Amanda Knox no Netflix percebeu que, na perspectiva da opinião pública italiana, seu pior crime não foi ser suspeita de um crime bárbaro que vitimou uma menina brutalmente assassinada. Seu crime se tornou imperdoável quando descobriram seu diário na prisão. Nas páginas do diário ela assumia já ter se relacionado com 7 meninos durante toda sua vida de 20 anos. Isso fez a reviravolta da opinião pública. O roubo do diário, e estas revelações, criaram a ideia de uma puta, uma devassa que matou sua colega que se “negou a participar de uma orgia”. O crime de Amanda foi assumir publicamente sua liberdade sexual em uma comunidade conservadora e puritana.

A liberdade sexual de uma mulher abala as bases do patriarcado.

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