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Vida em plenitude

Ninguém falou sobre isso, eu acho, mas para mim há uma brutal contradição no experimento dos vidros com arroz que receberam palavras “boas” ou “ruins”, realizados em uma escola do Paraná. (a piada óbvia é que para um vidro se gritava “Lula” e para o outro “Moro”)

O resultado para mim foi muito confuso. Não a constatação objetiva do experimento, mas como foi interpretado pela professora e por muita gente.

Vejam bem: No pote que recebeu palavras “positivas” nada cresceu, como pode ser constatado na foto. Tudo se manteve estático e estéril. Não houve crescimento de bactérias ou fungos. Tudo ficou como estava antes de ser fechado. Por outro lado, no vidro da “negatividade”, houve crescimento, abundância e uma multiplicidade biológica impressionante. Ocorreu intensa diversidade e estímulo à vida.

Em outras palavras, o pote da negatividade produziu energia e vida e o pote da positividade estagnação e esterilidade.

Ou vocês acham que a vida em seu fulgor e energia incessantes deve acompanhar os nossos pueris preconceitos estéticos?

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Generalização

“Uma generalização negativa e demeritória sobre grupos, etnias, gêneros, religiões etc. com a qual não concordo. Caso concorde, então é apenas a verdade dura que precisa ser dita”.

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Esperança

“Não esmoreça. Passe pela vida e deixe seu testemunho. A vida é curta demais para covardias e vaidades. Faça esse tempo curto de convívio conosco valer a pena. Deixe seu tijolo para a construção de um mundo melhor e permita que sua consciência e sua ética guiem seus passos em meio à artilharia pesada das forças do atraso. Siga em frente de peito aberto. Não se iluda: muitos acompanham teus passos em silêncio e seguem teu exemplo.”

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Latitudes e semelhanças

 

Uma das coisas que sempre me impressionou ao visitar lugares muito distante e culturas bastante afastadas da minha é a curiosa proximidade que sinto ao constatar o cotidiano de suas vidas. Por mais que aspectos culturais pareçam ser relevantes ainda sinto como válido um comentário do meu velho pai: “Se um viajante de um universo longínquo chegasse à terra lhe assombrariam muito mais as nossas gritantes semelhanças do que nossas minúsculas diferenças”.

Quando vejo línguas tão distintas quanto enigmáticas sendo faladas, como tcheco, búlgaro ou mandarín, me encanto com as tentativas de decifrá-las pelas entonações, ênfases, silêncios e paradas. Percebo que todas elas não me são estranhas; o riso, o espanto, a alegria, a preocupação, a timidez, a paixão e a raiva me são todos familiares. Isso deixa claro que somos de verdade uma grande família cujos muitos filhos se separaram há pouco tempo, e nossas tímidas diferenças surgiram nos poucos minutos em que nos distanciamos do olhar da terra mãe que nos abriga.

Nosso idioma não falado mais ancestral – com o qual convivemos 75% da nossa historia – continua comum a todos nós. Por esta razão, por sermos tão semelhantes, parece muito tolo que ainda exista racismo. Se há uma coisa que o convívio com as aparências díspares pode oferecer é a capacidade de reconhecer-se no outro, mesmo quando a cor da pele e a sonoridade da língua parecem tão diferentes.

No meio dos diferentes nunca me senti tão igual.

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Sexismo

 

E mais fácil esteriotipar e ter preconceito com homem, né? Não dá nada, afinal eles são os opressores, certo?

Podemos rotular e pré julgar sem correr o risco de sermos chamados(as) de sexistas. Barbada. É só dizer que homem não pode ser doula ou não pode cuidar de criança e tudo bem; ninguém faz um escândalo por isso. Mas experimenta dizer que mulher não pode ser cientista nuclear, tomar conta de uma empresa, de um avião, de uma cirurgia delicada, que isso não é algo “feminino” pra ver o mundo cair na sua cabeça.

O teste preciso para o preconceito é quando combatemos um que nos beneficia.

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