Free Palestine

Eu posso entender quando algumas pessoas se deixam seduzir pelas idéias carregadas de propaganda sionista por uma razão bem singela: quando eu era jovem pensava como eles. Acreditava nos mitos que eram trazidos pela mídia sobre Israel, em especial “a land without people for a people without a land”, ou “blossoming the desert”, “a Villa inside the jungle” e o pior, mais nefasto e mais mentiroso de todos: os “escudos humanos com crianças”.

Todas mentiras plantadas para justificar o Nakba, a expulsão de 750 mil palestinos de suas casas para criar uma colônia europeia racista e etnocrática na região. Eu acreditava nesses mitos até assistir há uns 10 anos um documentário no Festival de Cinema do Rio sobre a invasão do Líbano feita por um cineasta árabe. A conversa de 5 minutos que tive com ele depois da apresentação da película foi reveladora. Isso me acordou para uma nova realidade.

Um tempo depois assisti o fabuloso documentário (tem no youtube) “Reel Bad Arabs – How Hollywood Vilifies a People” e pude ver como os americanos inventaram a islamofobia .

Vejam aqui: Reel Bad Arabs – Completo

Depois comecei a escutar George Galloway – parlamentar britânico – e seu inglês impecável denunciando as atrocidades de Israel. Logo depois vi tudo de Norman Finkelstein (Holocaust Industry) e cheguei em Ilan Pappe (Ethnic Cleansing of Palestine). A partir daí comecei a ler os jornalistas que falavam dos massacres, e o melhor de todos é Max Blumenthal (51 Days War). Com isso pude entender a manipulação midiática sobre o sofrimento dos palestinos, da qual somos vítimas também. O grande problema para Israel é que o mundo inteiro está acordando para as atrocidades cometidas em no Oriente Médio e cada cidadão palestino que mora é um cineasta com uma câmera na mão e uma dor em sua alma.

Quando assisti “5 câmeras quebradas” pude finalmente entender a brutalidade da ocupação pelos olhos dos palestinos. Tenho esperança que, como eu e Miko Peled – ativista e escritor (The Son of the General) – muitos ainda poderão acordar.

Infelizmente, por causa da propaganda odiosa de Hollywood, ainda somos obrigados a testemunhar islamofobia à granel. Muitos, para acusar o islã, usam o argumento dos direitos das mulheres, o que é bizarro em se tratando de Brasil. Sabe como uma mulher palestina se sente ao ser espancada pelo marido? Ora, da mesma forma que uma cristã evangélica brasileira se sente ao ser massacrada pelo marido ao voltar do culto. Essa história de invocar a Sharia é para tolos ou sionistas; olhem como o Brasil mata gays e mulheres e parem de dizer que esse é um problema islâmico. Um pouco de informação não faz mal a ninguém.

Eu realmente viajei pelo mundo todo, mas NÃO visito Israel da mesma forma como não visitaria a África do Sul enquanto Mandela estivesse preso. Quando houver a libertação palestina serei o primeiro a visitar e celebrar a Palestina Livre.

Acho cômico alguém dizer que uma parte do mundo lhe pertence por “direito divino”, enquanto expulsa as pessoas que vivem há séculos no local. Eu conheço a história, as condenações da ONU, os massacres, as 550 criancas mortas no último ataque a Gaza. Também não estive no holocausto, mas isso não invalida os milhões de judeus mortos pela mesma lógica que agora massacra palestinos.

Provando que o planeta é redondo e dá voltas, hoje vemos mais uma vez o mesmo discurso fascista e de limpeza étnica de 1940. Quando se pedia ao mundo para olhar pelos judeus sob o controle nazista também virávamos as costas. “Eles que se entendam”, dizíamos. Milhões morreram pela nossa negligência.

Para confirmar que a espécie humana não tem gente superior ou inferior, agora é a vez dos colonialistas israelenses fascistas atacarem as populações palestinas, produzindo genocídio e limpeza étnica, com massacres contra Gaza que se repetem num período pré estabelecido e cíclicos. “Aparar a grama“, como disse um general israelense. Apoiar o genocídio é desumanizar-se, tratar a população original daquele lugar como sub humana e indigna de viver é crime contra a humanidade. Não sei a opinião de todos os pensadores israelenses sobre o conflito, mas sempre que vejo um israelense defendendo a ocupação covarde que lá impera eu lembro das pessoas que julgam brigas onde há um marido espancador dizendo: “os dois lados tem as suas razões”.

Não, genocídio planejado, colonialismo, expropriação de terras, limpeza étnica…. nada disso se justifica. A resposta do mundo civilizado só pode ser o BOICOTE sistemático a qualquer iniciativa israelense. Produtos, indústria, serviços, produção agrícola. Tudo, da mesma forma como foi feito com o Apartheid da África do Sul.

O apartheid da Palestina vai acabar quando cada um de nós perceber que o massacre dos palestinos (assim como no holocausto judeu) é um crime contra TODOS NÓS.

FREE PALESTINE!!!

: https://youtu.be/pIXOdCOrgG4

 

 

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