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Hasbara, nova fase

Nas redes sociais continuam sendo disseminados argumentos alinhados ao sionismo liberal, principalmente agora, quando não há mais como esconder o horror e a matança patrocinada pelos sionistas. Entretanto, fica muito claro que esse discurso não cola mais. Todo mundo já sabe que essa é a tática do sionismo internacional por meio da nova fase da Hasbara. Os colonos, em especial a elite ashkenazi, são os principais porta-vozes dessa narrativa. Estes são os colonos europeus – em especial do leste – que se especializaram em roubar terras palestinas financiaram o colonialismo europeu no Oriente Médio, nada muito diferente do que foi feito pelos franceses na Argélia ou pelos Portugueses em Angola.

Cabe a nós, a esquerda consciente, dizer “chega!!” para esses argumentos requentados, que tratam toda crítica ao terror israelenses como antissemitismo; ninguém mais aceita cair nessas armadilhas, em especial quando vem daqueles que nunca derramaram uma lágrima sequer pelas crianças de Gaza e da Cisjordânia e, pior ainda, culparam a resistência Palestina e o Hamas pelas mortes causadas pelo opressor.

E sim, cada vez que um sionista é morto em batalha ficamos mais próximos da paz, até porque ele deixará de matar dezenas de crianças palestinas e Israel perceberá que será varrida do mapa pelo resto do mundo se continuar seu governo de terror. Os sionistas liberais precisam “mudar o lado do disco”, pois ninguém mais aceita o discurso batido do “Netanyahu maldito”, ou criticar Ben Gvir ou Moshe Feiglin como se a culpa fosse somente deles ou da extrema direita supremacista, quando 90% da população de judeus israelenses apoia o massacre – e ainda acha que foi pouco. É a cultura supremacista e assassina que precisa ser combatida e extirpada do planeta. Para que sobrevenha uma palestina livre, com judeus, muçulmanos e cristãos vivendo em paz, como era antes da chegada dos branquinhos askenazis.

O governo de Israel é realmente o governo da extorsão, do terrorismo, do Mossad, das Torres Gêmeas, do Wainstein e do Epstein, com sua contumaz política de extorsão e de propina oferecida aos políticos americanos. Só esse tipo de poder pode explicar como 2% da população americana controlam os outros 98%. E isso nada tem a ver com a população judaica, mas com os sionistas que controlam as finanças e a mídia americanas, a ponto de criarem uma vertente bíblica falsa que produziu a escumalha dos cristãos sionistas.

E não adianta nos chamar de antissemitas. Entre nossos maiores ídolos estão inúmeros judeus. Aqui uma lista deles:

Marx
Freud
Einstein
Chomsky
Max Blumenthal
Schlomo Sand
Norman Finkelstein
Primo Levi
Owen Jones
Miko Peled
Gideon Levi

… e muitos outros nobres judeus que lutam contra a opressão na Palestina

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Virada

Saber que o Irã – mesmo com todos os seus defeitos e idiossincrasias – colocou o império de joelhos e humilhou os racistas supremacistas de Israel, provando ao mundo que as forças armadas de ocupação de Epstein não passavam de um tigre de papel, que o domo de ferro era uma peneira e que uma nação unida por um objetivo claro e justo se torna invencível, não tem preço. Ver centenas de colonos israelenses chorando a morte dos seus matadores de crianças é uma cena marcante para esta geração que se acostumou a ver apenas as lágrimas das famílias palestinas

Aliás, vocês perceberam como todo o regime que se opõe ao Império é imediatamente tratado pela imprensa sionista americana como terrorista e “horroroso”? Qualquer um pode tentar adivinhar qual a a falha moral que os americanos pretendem acusar seus adversários, basta usar da criatividade. No caso iraniano é a “misoginia”. Afinal, “obrigam” mulheres a usar véu, e isso é muito pior do que o fato de serem maioria nas Universidades e ocuparem posição de liderança em várias áreas. Na Rússia o problema era com os gays e a homofobia do Putin, alardeados cotidianamente para angariar a simpatia dos identitários. No Afeganistão foi o combate ao ópio, e na Venezuela os narcotraficantes. Tudo mentira, tudo propaganda, assim como era falsa a existência de “armas de destruição em massa” no Iraque de Sadam, como sabemos, porém usados como justificativas morais para atingir objetivos geopoliticos e roubar recursos naturais.

No Brasil, quando decidirmos encarar nossa vergonhosa submissão aos ditames do Império Americano e resolvermos enfrentá-los com bravura, qual será a desculpa que eles usarão? Por acaso será o “terrorismo das favelas”, ou a “corrupção dos triplex”? Quem sabe não será a “destruição sistemática da Amazônia”? Quem mácula moral será colocada sobre o nosso povo para justificar uma intervenção? Existem várias alternativas, mas por certo que a direita brasileira se aliará automaticamente ao invasor externo, reproduzindo as desculpas que eles mesmo vão estampar em seus jornais. Os Bolsonaro já estão fazendo isso agora mesmo nos Estados Unidos, não se espantem. O Império sabe como manipular seus acólitos para justificar sua eterna intromissão nos assuntos domésticos.

A verdade é que o Irã ensinou ao mundo que é possível se defender contra a potência agressora imperialista usando as armas da estratégia, usando inteligência apurada e planejamento sofisticado na defesa da soberania nacional, mesmo com poucos recursos e sob bloqueio. O Hamas e a defesa libanesa seguem o mesmo padrão, com ainda menos condições econômicas, mas mostrando aos racistas que a defesa do território nacional não tem preço. Fico feliz de ter testemunhado esta virada do Sul global em direção à liberdade e à autonomia, por um mundo multipolar.

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Golfinhos e mosquitos

Um dos objetivos mais claros do sionismo sempre foi a desumanização da população nativa da Palestina. Uma das formas de realizar esta tarefa é jamais chamando os palestinos pela sua identidade nacional. No lugar disso, usam um nome genérico para eles como “árabes”, de forma a cortar qualquer ligação visceral e ancestral daquele povo com sua terra.

A desumanização objetiva a impossibilidade de estabelecermos com estes povos um ponto de identificação e empatia. Para esse tipo de conexão é necessário enxergar no outro elementos que existem igualmente dentro de nós, criando uma ponte de afinidades. Assim, é possível sofrer pela morte de golfinhos, baleias, cães e gatos, mas quase nenhuma lágrima derramamos pela morte de atuns, tubarões, mosquitos e serpentes. O primeiro grupo parece ter os mesmos sentimentos que nos animam, mesmo que de forma embrionária e pouco desenvolvida; o segundo grupo parece completamente destituído de alma, e por isso é que matá-los não nos causa grande desconforto.

Para levar a cabo o Nakba e sua continuação, chegando até o genocídio de Gaza na atualidade, esta foi a grande tarefa dos ideólogos do sionismo. Era uma tarefa primordial não reconhecer neles as emoções que fazem parte da nossa arquitetura emocional. O amor pelos filhos palestinos, pelos irmãos e amigos, não é o mesmo que vemos nas crianças loiras europeias. A dor deles não é a mesma que nos tortura os sentidos. parecemos ser diferentes em essência.

Nesta semana, cinco pessoas morreram em um ataque a tiros no Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, entre eles os dois atiradores e um segurança, Amin Abdullah. O centro islâmico, localizado no bairro de Clairmont, em San Diego, é a maior mesquita do Condado de San Diego, e visitado por milhares de seguidores da fé islâmica. Os atiradores foram encontrados mortos dentro de um carro, provavelmente após tirarem suas próprias vidas.

Um exercício interessante seria imaginar se esse crime tivesse ocorrido dentro de uma sinagoga americana, lotada de jovens judeus exercendo sua fé, levado a cabo por um sujeito de origem árabe. Por certo que a opinião pública estaria sendo inflamada pela imprensa sionista, dizendo tratar-se de um crime de terrorismo, um ataque antissemita, oferecendo combustível para a crescente islamofobia do país. Alguns, mais afoitos, estariam conclamando multidões para uma represália indiscriminada ao Islã, não obedecendo a nenhum critério ou linha de demarcação geográfica. O ataque contra uma comunidade judia seria visto como uma grave ameaça aos judeus e ao judaísmo, um crime de ódio religioso.

Entretanto, as vítimas do ataque eram muçulmanos americanos. Não eram “como nós”, e por isso a questão será tratada como a ação isolada de dois garotos incel, um problema geracional, um assunto privado que diz respeito aos problemas psicológicos de adolescentes mimados numa cultura armamentista. A ninguém da imprensa americana ocorrerá chamar esta ação de “terrorista’. O lobby sionista americano, que controla a mídia corporativa, já está tratando de limpar a cena do crime, para que não se fale da motivação óbvia desse massacre. Entretanto, sabemos que não se trata de uma questão local, mas um novo capítulo de uma série chamada “Terrorismo sionista contra o Islã”. Quando a polícia investigou o automóvel onde os dois adolescentes morreram, encontrou escritos anti-islâmicos desenhados nas próprias armas, cartas estimulando ódio racial e imagens e textos que sugeriam quen seriam combatentes diante de uma “guerra santa” contra o Islã. Nada disso ocorreu de forma espontânea, pela livre vontade dos atiradores; trata-se do resultado direto do envenenamento a que foram submetidos por uma longa lavagem cerebral.

É importante atentar para mais uma tentativa de silenciar as vozes que acusam essas mortes como parte do terror sionista, que tem no sionismo internacional sua origem, projeto e execução, usando mentes frágeis de adolescentes como massa de manobra para estes crimes.

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Tensão e guerra

Escrevo estas notas enquanto o céu de Talabib se ilumina com as bombas que chegam do Irã. Era de se esperar que a República Islâmica do Irã, mais cedo ou mais tarde, iria fazer a sua necessária retaliação aos ataques sionistas. Entretanto, sabemos bem que a agressividade de Israel é a maior demonstração de sua fragilidade. Tanto no plano internacional quanto interno, o país está em frangalhos. É impossível esconder hoje, como foi feito durante quase oito décadas, as atrocidades e os crimes cometidos contra a população da Palestina.

A operação de 7 de outubro destruiu o projeto sionista de uma forma irrecuperável. Não há mais como sustentar a ideia racista e supremacista que se constitui na estrutura central de Israel, sua espinha dorsal. O genocídio, as matanças de crianças, a diretiva Hannibal, o bloqueio de ajuda, a destruição dos hospitais, a mortandade de 10% da população, em sua maioria mulheres e crianças, as torturas denunciadas nos calabouços israelenses, a morte de jornalistas, médicos, enfermeiras e toda a podridão do apartheid foram jogadas nas telas de TVs e celulares do mundo todo. Ao contrário dos massacres cotidianos dos últimos 77 anos, agora a Internet expõe de forma crua o sofrimento do povo palestino e a perversão homicida da sociedade israelense. Não há mais como desver o que testemunhamos, e não há mais como Israel se tornar uma nação entre as nações. Israel é um cadáver que apodrece à vista de todos, mas enquanto o corpo não é enterrado, somos obrigados a ver o horror de sua decomposição, enquanto o mundo inteiro testemunha o horror e o racismo que imperam na sociedade israelense. Ficou claro que esse ataque israelense ao Irã foi puro desespero do Império em decadência. Fica evidente que Israel está morrendo, se desfazendo, e esse ataque revela um corpo em decomposição. Não há mais como sustentar Israel, uma aberração supremacista e genocida, um enclave europeu fascista encravado no Oriente Médio.

A meu ver, esse país não tem mais muitos anos de vida. É sintomático que 10% da população já tenha abandonado o país, voltando para seus lugares de origem, e por certo muitos mais vão trilhar esse caminho. Essa guerra provocada – com a desculpa do enriquecimento de urânio – é o sintoma do fim de Israel. Fica claro que está se comportando como a Argentina dos anos 80, entrando em colapso e nos estertores da ditadura militar, provocando uma guerra contra a Inglaterra para unificar o país em torno de uma ameaça externa. De nada adiantou; o regime caiu de podre.

Este é um sintoma inquestionável do fim de um projeto racista e colonial. É evidente que por trás das decisões agressivas de Israel existe a conivência ou a explícita cooperação americana, basta ver que os mísseis que atingiram Teerã partiram do Iraque, enclave imperialista no Crescente Fértil. A esperança de Israel é que os Estados Unidos mantenham a decisão de bancar o conflito, entrem na “guerra santa” e ajudem seu protegido.

Entretanto, isso não é certo, porque a situação interna dos americanos é caótica, com tropas nas ruas, motins, manifestações populares e um presidente fragilizado. Será difícil convencer a opinião pública americana a fazer sacrifícios e enviar tropas em nome de Israel. Principalmente agora, no momento em que o apoio a este país atingiu seus níveis mais baixos na história americana – sem falar do rechaço internacional. Alguém crê que mais uma vez veremos jovens americanos morrendo em uma guerra estúpida? Colocar os Estados Unidos em guerra contra um país distante, que não ameaçou diretamente os Estados Unidos, e com o risco de colocar o comércio de petróleo do mundo em colapso? Serão eles tolos o suficiente para produzir um novo Vietnã?

A situação é desesperadora para a velha ordem. Enquanto o mundo multipolar não se configura como a força hegemônica no planeta, viveremos a tensão, o medo e as guerras.

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Oportunismo

Caetano Veloso, em recente show, segurou a bandeira da Palestina, numa demonstração de adesão à luta dos palestinos por liberdade e autonomia. Todavia, é importante voltar no tempo um pouco e lembrar que, antes da sua visita a Israel em 2015, numa apresentação para latinos e brasileiros moradores de Israel, os cantores e compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil foram confrontados por Roger Waters para desistir da visita que fariam a Israel, cancelar seus shows e se unirem à causa pela Palestina. Caetano desconsiderou solenemente os pedidos de Roger e outros ativistas, debochou das palavras de Miko Peled, dançou e cantou com os sionistas de Tel Aviv e jamais se desculpou pela sua presença na Palestina ocupada, em concertos regiamente pagos pela nação invasora.

Gilberto Gil fez ainda pior: além de ganhar seu dinheirinho cheio do sangue das crianças palestinas, ainda assinou abaixo-assinado de apoio aos sionistas depois do 7 de outubro. Ambos são gênios da música, talentos indiscutíveis, mas ignorantes e reacionários, a ponto de se colocarem ao lado de uma ideologia nazista e genocida.

O mesmo se pode dizer de Jean Wyllys, figura que ruma celeremente para o mais absoluto esquecimento. Enquanto parlamentar, foi a Israel em um “trenzinho da alegria” e com boca livre, financiado pelas universidades israelenses – situadas em terras palestinas invadidas – com o claro intuito de fazer propaganda do regime de apartheid e reforçar a imagem de Israel como eterna vítima no cenário internacional. Foi escolhido a dedo por ser abertamente gay e ter uma postura francamente identitária, o que auxilia na conhecida estratégia de pinkwashing“, característica da “hasbara” (propaganda estatal de Israel). Esse também jamais pediu perdão por se postar ao lado do apartheid, do supremacismo, do abuso e do racismo mais asqueroso vigente em nossa época.

Sim, Caetano, Gil e Jean Wyllys não foram os únicos a se deixar encantar pelo dinheiro fácil que vem de Israel. No início desse ano ocorreu outro “trenzinho“, desta vez composto de profissionais da imprensa que visitaram Israel – com todas as despesas pagas (jabá) – para limpar a barra do sionismo. Entre eles estavam Pedro Doria, fundador e editor do Canal Meio; Tatiana Vasconcellos, âncora da Rádio CBN; Filipe Figueiredo, criador do podcast Xadrez Verbal; Leila Sterenberg, que atua semanalmente nos programas do canal do IBI; Janaina Figueiredo, repórter especial do jornal O Globo; e Marcos Guterman, diretor de Opinião no jornal O Estado de S. Paulo.

Entretanto, quando essa adesão ao sionismo vem de figuras públicas adoradas pela esquerda, eu acredito que a traição é mais dolorosa. Mesmo quando sabemos que não é justo confundir o autor com a obra, é inevitável a frustração. Caetano Veloso continua sendo um dos maiores gênios da cultura brasileira, um revolucionário da arte, criador do tropicalismo, músico e poeta da maior qualidade. Entretanto, como agente político, é um arrogante, um alienado e alguém que sempre se jogou para o lado que lhe pareceu pessoalmente mais favorável, mesmo que isso significasse apoiar os genocidas e canalhas mais abjetos. Todavia, sua genialidade não pode nos deixar cegos diante do seu oportunismo. Sua adesão tardia à luta pela libertação da Palestina não pode apagar de nossa memória sua posição de adesão franca ao sionismo.

Desculpe, Caetano… eu não sou cachorro, não.

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Clubismo insano

A página de um influencer gremista fez uma postagem com essa foto conclamando torcedores a se unir a Israel e condenar os grupos de resistência Palestina que sequestraram estes soldados. Apela para o amor clubista para que nos associemos no clamor pela soltura dos soldados presos pelo Hamas.

É inacreditável essa postagem pró sionista. Parece que Israel não matou mais de 50 mil pessoas, 70% delas crianças e mulheres, além de destruir todas as casas e impor fome para uma população inteira, submetida a crimes de guerra continuados. É uma vergonha ver o nome do Grêmio envolvido com a exaltação de canalhas racistas que estão cometendo os crimes mais atrozes do século XXI.

Pois eu respondo que os sionistas devem parar de matar crianças palestinas antes de pedir pela libertação de seus soldados. A vida desses dois não é mais valiosa do que as 20 mil crianças mortas pelos terroristas de Israel. Nossas preces pela paz e pela liberdade devem ser para todos, e não somente para dois sionistas que estavam fazendo uma festa ao lado de um campo de concentração ao ar livre, não se importando com a vida miserável imposta aos prisioneiros de Gaza. Sim, espero que eles sejam libertos, mesmo que representem o sionismo, a ideologia mais racista e supremacista já criada pela humanidade, mas só depois de Israel cumprir os acordos de libertação dos prisioneiros palestinos, torturados cotidianamente nas masmorras de Israel.

O fato de usar a camisa do Grêmio não transforma um soldado israelense – ensinado desde o berço a desumanizar e matar palestinos – em uma boa pessoa. Não esqueçam que muitos assassinos confessos são presos usando camisetas de clube, e nem por isso seus crimes se tornam aceitáveis. O Grêmio não apoia Israel, o Grêmio não é um clube racista e o tricolor não se associa ao terror de Estado imposto pelo sionismo racista de Israel.

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Cadáver insepulto

Apesar da evidência dos massacres de Israel, que se mantém mesmo com a condenação do mundo inteiro, ainda subsistem comentários de puro lixo sionista nas redes sociais, cheios de fanatismo supremacista. Comumente, ignoram a própria história colonial de Israel, um país criado pelo roubo das terras palestinas, pelo terrorismo infame do Irgun e do Haganá, pelos massacres, pela morte de crianças, pelas prisões infectas, as torturas e o colonialismo mais vil e abjeto. Tais palavras ficarão para sempre no ambiente das redes sociais como um testemunho de covardia e desrespeito com as vidas de mais de 50 mil mortos, causados diretamente pelo colonialismo assassino e racista de Israel. É uma profunda vergonha ver essa imundície escrita em português.

Perceba como os comentários fascistas usam das mesmas palavras mágicas de sempre: chamam os inimigos de “terroristas” para assim classificar os combatentes que lutam pela libertação da Palestina. Tratam os israelenses capturados como “reféns”, mas os palestinos torturados como prisioneiros. Defendem que a potência invasora tem o “direito de se defender”, mas negam o mesmo direito aos milhões de palestinos esmagados pela opressão e pelo apartheid sionista. Desta forma, procuram desviar do nosso olhar a colonização, as mortes de crianças, o genocídio planejado e a limpeza étnica incessante, para justificá-los mediante uma cruzada moral, que tenta eliminar os terroristas, o “mal”, os deteriorados e “fanáticos do islã”.

Nesta ofensiva sionista só uma coisa é indecente e depravada: a ocupação racista por Israel que se expressa por apartheid, mortes, prisões arbitrárias, abuso de crianças, crimes sexuais, torturas de todo tipo, maus tratos e genocídio. Israel representa o imperialismo mais decadente e abjeto, a perversão e o abuso; a falta de lei e a negação da civilização. Israel é a selva, o câncer do mundo, e o planeta tem o direito de se defender dessa aberração. Como todo representante de um Império decadente, a queda de Israel será pelo terror, que nada mais é que o desespero pelo fim de um ciclo de opressão.

Os textos de apoio a Israel usam a retórica padronizada dos sionistas, que invertem as responsabilidades e apontam dedos acusatórios às próprias vítimas. Por isso, a culpa dos massacres é dos palestinos, que são “oprimidos pelo Hamas”, e que deveriam ter aceitado a vida miserável oferecida pelos sionistas sem jamais reclamar. Esta narrativa começou com um monstro chamado Golda Meir, a grande patronesse do Apartheid sionista que, do alto de sua bestialidade, falou para Anwar Sadat, presidente do Egito: “Jamais os perdoaremos por obrigarem nossos filhos a matarem os seus”. Nada poderia ser mais monstruoso, obsceno, perverso e degenerado.

Entretanto, a bravura e a resiliência do povo palestino servem como um exemplo para todo o planeta. O sionismo demonstra de forma inconteste os sinais de sua decrepitude. É um cadáver racista e fétido, que apenas aguarda o momento para ser descartado. Somente quando Israel cair o mundo poderá respirar em paz.

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Porto Alegre e o Sionismo

A Câmara Municipal de Porto Alegre instalou uma Comissão Parlamentar Brasil-Israel por iniciativa da vereadora Fernanda Barth.

Trata-se um fato grave na cena atual: uma representação parlamentar de uma capital brasileira cria um grupo de apoio a Israel, no momento em que este país pratica um genocídio cruel e covarde contra o povo palestino em Gaza e na Cisjordânia. Para dar suporte a esta matança, lançam mão das velhas mentiras repetidamente contadas sobre um suposto antissemitismo, um vitimismo interminável e fantasioso que tornaria justas as medidas desumanas e cruéis contra mulheres e crianças em Gaza. Parece que mais de 50 mil mortos, 70% deles mulheres e crianças, e a nova ofensiva covarde contra palestinos abrigados em tendas – que já matou quase 500 pessoas nas últimas 24h – não mobiliza a alma desses parlamentares representantes da extrema-direita da cidade.

Esta iniciativa parlamentar se ocupa de falsear a verdade sobre Israel. Não é mais possível esconder o verdadeiro caráter desse enclave dos interesses europeus no Oriente Médio. A ideologia sionista, racista e colonial, é financiada pelo imperialismo e pelos Estados Unidos desde o evento do Nakba, em 1948, e sua existência se assenta na opressão insistente e sistemática da população nativa da região. Só podemos imaginar que os responsáveis por esta comissão parlamentar ignoram a história ancestral e recente da região, talvez recebendo financiamento das instituições sionistas como o Mossad ou a CONIB, ou quem sabe apoiados financeiramente pelos empresários sionistas da cidade.

Antes de propor uma comissão de apoio ao massacre sionista, estes vereadores deveriam estudar os escritores judeus que escreveram sobre a realidade dos fatos ocorridos na Palestina. Entre os principais críticos do racismo e do Apartheid estão Shlomo Sand, ex-professor em Tel Aviv; Norman Finkelstein, professor em Princeton, Estados Unidos e Ilan Pappé professor na Universidade de Exeter, Reino Unido. Além deles, Max Blumenthal (jornalista do Greyzone), Gideon Levy (jornalista israelense, colunista do Haaretz), Miko Peled (ativista), Noam Chomsky (escritor) e Gabor Matté (médico e especialista em trauma). No Brasil, o jornalista judeu Breno Altman desenvolve um trabalho essencial de conscientização sobre os crimes do sionismo contra a população palestina. São dignas de nota também duas figuras históricas da ciência e da psicanálise, como Albert Einstein e Sigmund Freud que rejeitaram de forma explícita as propostas racistas, supremacistas e sectárias do sionismo nascente, talvez porque anteviam que esta ideologia fascista acabaria produzindo a limpeza étnica, o Apartheid e o genocídio palestino.

Estes intelectuais condenaram com veemência o massacre, os crimes, o genocídio e a limpeza étnica na Palestina, e são todos judeus. Entre eles cito especialmente Miko Peled, que contradiz todas as mentiras sobre as “guerras de defesa” e é um israelense cujo pai foi general (Matti Peled) na guerra de 67. Essa comissão espúria e imoral, que apoia genocidas e opressores, não conseguirá enganar por muito tempo com sua narrativa fraudulenta!!! Ao fim vai sobressair a verdade: os verdadeiros judeus apoiam a Palestina e Sionismo não é judaísmo. Na verdade, o sionismo racista e supremacista trai os principais valores universalistas do judaísmo.

Faz-se necessário um contraditório urgente dos representantes progressistas da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, e que se crie na Câmara uma Comissão de Apoio à Soberania da Palestina.

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Bordel Mediterrâneo

Não lhes parece curioso que o sonho do presidente Trump a respeito da reconstrução de Gaza é a criação de uma cidade artificial, sem vida, plastificada, criada para ser um enorme cassino ao ar livre, com suas praias limpas, restaurantes, casas de jogos, (provavelmente) prostituição, shows de música, festas suntuosas, mulheres extravagantes, muita gente branca ao dado de uma multidão de trabalhadores simples de pele escura? A imaginação logo nos leva a enxergá-la como uma grande “Las Vegas Oriental” às margens do mar, com luxo, sofisticação e com algumas pinceladas das extravagâncias de Dubai.

Não acredito que essa fantasia seja uma coincidência, até porque esse é a imagem de progresso que um bilionário americano, e dono de cassinos, como Trump, projeta para Gaza. É assim que o centralismo capitalista enxerga esses lugares exóticos. Assim era Cuba antes de ser liberta pela Revolução: um lugar para os ricos passarem as férias, dançarem, encontrarem mulheres boas e baratas e serem servidos pelos garçons nativos. Percebam que é desta maneira que Hollywood retrata o oriente, dos árabes passando pelo Havaí, a Tailândia e tantos outros lugares onde o Imperialismo controla com seu exército ou sua economia.

Por outro lado, Dubai nos mostra como esse tipo de empreendimento realmente funciona. Ao lado da suntuosidade das torres gigantescas, das praias artificiais, dos restaurantes e da vida noturna existe um exército gigantesco de trabalhadores que habitam a cidade de Sonapur, na periferia da cidade glamourosa. São eles – uma mão de obra quase exclusivamente composta de estrangeiros – que mantém acesas todas as luzes do espetáculo da cidade, mesmo recebendo salários miseráveis e sofrendo a extrema exploração que os expatriados normalmente recebem.

No capitalismo, a ideia nunca se afasta desse padrão: uma multidão semi-escravizada trabalha para que os bem-aventurados possam se divertir, mesmo que isso custe aos trabalhadores sua saúde, a liberdade, o conforto e o contato com a família. Isso sem falar do tráfico de pessoas, uma ferida aberta de direitos humanos que acontece amiúde nesses projetos. As cidades dos bilionários da península arábica possuem milhares de histórias de mulheres abusadas, traficadas, usadas como escravas domésticas e impedidas de retornar aos seus países de origem. Enquanto no submundo ocorrem crimes de toda ordem, o espetáculo não pode parar e a música precisa continuar a tocar indefinidamente.

Trump planeja para Gaza um bordel americano, um lindo jardim às margens do Mediterrâneo, tendo os palestinos como seus empregados, e todo o dinheiro nas mãos de alguns poucos americanos, judeus e árabes dos Emirados vizinhos. Estes vão explorar a população da Palestina até que tudo que lá existe acabe sendo possuído por estes poucos capitalistas. Nesse momento o sonho sionista será concretizado, e os palestinos, por fim, se sentirão estrangeiros em sua própria terra.

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Lado

Diga aí: você apoiaria os “terroristas” da França que lutaram contra os invasores nazistas em Paris na Segunda Guerra Mundial? Apoiaria os “terroristas” da Argélia na expulsão dos colonos franceses, que fizeram da Argélia um grande bordel no Magrebe? Apoiaria os “terroristas” coreanos que expulsaram os japoneses do seu país, cuja invasão brutal impedia até o uso da língua coreana e os sobrenomes do seu povo? Estaria ao lado dos vietcongues que libertaram o Vietnã de séculos de dominação estrangeira? Se você não consegue perceber de que lado está na história, então assistiu Star Wars errado o tempo todo, e deveria ter torcido pela Estrela da Morte.

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