Plenitude

Talvez o valor esteja mesmo no efêmero, no passageiro, no banal. É possível – e mais uma vez apenas suspeito – que é bonito porque vai passar, vai acabar, não permanecerá para sempre, e restará apenas como um fragmento de felicidade no mural da memória. Talvez – outra suposição – não seja mais do que um influxo de dopamina, ou quem sabe uma descarga excedente de impulsos elétricos num corpo que dormita silente na Matrix. Mas a plenitude é real, por mais que pareça mentira, devaneio ou sonho.

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