Sinceras Malvadezas

Na minha ótica particular um sujeito que “diz o que pensa” está normalmente camuflando com palavras sua crueldade, sua indelicadeza ou a sua brutal falta de respeito pelos outros. Para ser sincero (ops, até eu?), nunca consegui encontrar alguém que se autodenomina “franco”, “verdadeiro”, “sincero” ou “direto” que não seja um tremendo arrogante, e que faz uso das palavras para agredir seus interlocutores.

A verdadeira sinceridade é de outra liga: ela diz o que é para ser dito sem “segundas intenções” – isto é, sem ferir, machucar ou magoar. A sinceridade pura tenta AJUDAR o outro com a verdade, e não destrui-lo. A sinceridade será “do bem” quando puder auxiliar o outro a descobrir, por si mesmo, onde está seu erro, sua falha e onde se localiza o ponto cego de sua autocrítica. Eu sempre desconfio dos arautos da verdade ao estilo “direto”, pois eles normalmente são perversos que manipulam a (sua) verdade como ferramenta de tortura.

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