A gente não quer só comida

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Esse pensamento que li alhures me fez pensar:

“Talvez não devessemos pensar porque os alimentos orgânicos custam tão caro, mas porque os industrializados custam tão barato”.

Um questionamento razoável seria: porque os partos industrializados pagam tão mal e custam tão pouco para o sistema, e os nascimentos “artesanais”, em contrapartida, são necessariamente mais caros?

Faz sentido?

Ser tratado como um objeto em uma esteira de montagem, como de forma genial preconizou Henry Ford, tinha exatamente esta intenção: baratear os custos e maximizar os lucros. Uma cesariana em hospital faz o “produto” bebê ter um custo de produção muito menor, assim como a couve, a soja, o arroz e o milho tratados como agronegócio. Olhar para o nascimento como negócio e bebês como “mercadoria” nos levaria inevitavelmente para esta crise com que nos deparamos hoje.

Industrializando-se a vida como um todo teremos custos menores, e…. produtos piores. Não seria melhor questionarmos as vantagens de uma abordagem mais subjetiva para a comida e o parto, retirando-os da lógica capitalista e produtiva, e estabelecendo uma nova postura em relação à alimentação e ao nascimento?

Nunca li, mas acho que Michel Odent deve ter falado algo parecido em “O Camponês e a Parteira”….

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Arquivado em Ativismo, Pensamentos

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