Solidão

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As vezes eu penso que a maioria das teses que defendo são simples e fáceis de entender. Parto humanizado, protagonismo da mulher no nascimento, uso judicioso e consciente da tecnologia, visão integrativa do parto, uso de medicina baseada em evidências, soberania dos povos, fim do apartheid na Palestina, etc. são teses que se aproximam dos ideais libertários iluministas de liberdade, fraternidade e igualdade. Um conjuntos de conceitos com quase dois séculos e meio de existência não poderia ser algo difícil de defender.

Todavia, basta um passeio rápido pelo Facebook para perceber a emergência de “heróis” que defendem o oposto de tais princípios. Ditadura, darwinismo social, prepotência, sectarismo, obscurantismo belicoso, exaltação mística religiosa interesseira, solução de problemas centenários com medidas de exceção e um culto aos “salvadores da pátria” podem ser achados em todos os cantos virtuais da Internet.

Isso para mim é quase um alívio. Saber-se minoria é reconfortante para quem acredita que as unanimidades são tolas e frequentemente erradas. Lutar por mudanças de base – como uma nova visão sobre o parto e o feminino – é seara de decênios, e neste tempo é fundamental acostumar-se com a margem. O centro e seu conforto é reservado para os de índole calma; aos angustiados sobrará sempre a marginalidade e suas agruras.

E muitas vezes a solidão…

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