Bom Começo

Bom Começo

 

Oferecer um “bom começo” a uma criança, assim como uma experiência marcante para uma mãe, é o melhor que nós, como cuidadores, podemos proporcionar. Entretanto, do ponto de vista subjetivo, aquilo que esta mulher fará com sua experiência não nos cabe julgar ou aquilatar. Essa experiência inicial pode ser fundamental para a estruturação do novo ser que surge, assim como o estímulo essencial para a mãe que nasce…. ou não. Existem muito mais nesse processo do que a simplificação de uma via de parto.  Por outro lado, reconhecer que a via de parto não é “tudo” não implica em dizer que o esforço por um parto normal não tem significado. Da mesma forma, um homem não é menos humano por não ter as pernas ou ser surdo; todavia ninguém sugere cortar pernas ou ensurdecer sujeitos partindo da ideia de que “ninguém é menos homem por isso“.

Valorizar o parto normal significa apenas esforçar-se para que o nascimento seja o mais seguro e mais pleno de significados, mesmo reconhecendo que estes valores são apenas alicerces iniciais – fortes e firmes – para a construção que virá a seguir: a moldagem de um sujeito e de uma mãe. Desmerecer uma mulher por ter feito – ou escolhido – uma cesariana não é atitude de um verdadeiro humanista. Entretanto, questionar estas escolhas, e em especial o abuso de cirurgias realizadas por causas menos nobres, é dever de quem procura uma atenção ao parto mais segura e feliz, assim como uma humanidade mais justa, digna e fraterna.

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Arquivado em Ativismo, Parto

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