Dilma

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Minha postura diante do quadro político atual não pode ser traduzida com simplismo como sendo uma atitude “pró-Dilma”; eu prefiro acreditar que se trata de uma posição pró democracia e objetivando uma abertura de conceitos. Já estive em muitos países onde as pessoas me perguntavam – com vivido interesse – sobre o presidente Lula e suas conquistas (para eles surpreendentes e impressionantes) no combate à miséria e à fome. Eu explicava que apesar de concordar com essas conquistas, ele sempre sofreu um ataque muito forte dentro do país, ao que meus amigos de fora sempre diziam: “Deixa eu ver se adivinho. Ele é criticado pelos conservadores, a classee média e os ricos; os que nunca passaram fome. Certo?”. E eu sempre respondia que sim.

As marchas contra Dilma, e as manifestações contra Lula vem SEMPRE dos mesmos lugares: a mídia monopolista (6 famílias), a classe média insatisfeita com a invasão alienígena, os economistas que estão sempre errando suas previsões e alguns críticos bem intencionados e conscientes. Todavia, estes últimos são fáceis de reconhecer: nunca usam adjetivos, não falam “Luladrão” ou “Dilmanta”, criticam as ações do governo com argumentos e sem “caixa alta”, não atacam a honra, não se baseiam em boatos de Friboi ou Jatinhos, não citam Olavo (porque acham que existem críticos com mais decência), não aceitam Impeachment, não tem indignação seletiva, reconhecem que o chamado “Petrolão” não tem partido, são críticos TAMBÉM à FHC e à Privataria, sabem o que é “trensalão”, reconhecem a barbárie de Alkmin e Richa contra professorés, alunos e manifestantes e são educados ao ler ou ouvir um contraditório.

Minha defesa de Dilma a é oferecer um contraponto à tentativa de destruição de uma mulher honrada e honesta, o que é reconhecido até pelos seus piores adversários (como FHC). Minha intenção é aclarar o que significa fazer um governo para os OUTROS brasileiros, os outros 80% que sempre foram negligenciados no Brasil. Os pobres, negros, favelados, nordestinos, miseráveis e marginalizados pelas políticas públicas. É mostrar a importância da transposição do Rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina para a integração do nordeste, porque a grande imprensa nunca mostra essas obras. É esclarecer a importância da dignidade de cada brasileiro, e nao apenas daqueles que podem comprá-la.

Como diria meu irmão Roger Jones, eu sinto saudades de criticar o presidente (como eu fiz com Lula) pois agora isso se torna impossível pelo clima golpista e canalha que as elites estabeleceram no Brasil, procurando um terceiro turno onde poderão ganhar na marra. Logo partindo do PSDB, o partido mais corrupto do Brasil, sefundo o ranking de políricos cassados. Eu sinto saudade de debater política sem ameaças de rupturas institucionais que manchariam exatamente esta imagem positiva de estabilidade democrática que o Brasil alcançou lá fora pelo extermínio da fome e pelo sucesso do bolsa família.

Espero que seja possível voltar a ter debates saudáveis e discussões propositivas, quando aqueles que foram derrotados nas eleições assumirem suas falhas e começarem a fazer oposição ética e digna.

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