Dor insuportável

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Uma dor insuportável? Não deixar os filhos crescerem.

 

Na vida driblamos as adversidades escolhendo a que nos provoca menos dor. Entre a perda da liberdade e a solidão escolhemos o casamento. Entre a exploração e a fome escolhemos o emprego. Entre a desconsideração dos pares e a integridade ética escolhemos a cesariana. Entre a dor da partida e a violência da opressão, deixamos que os filhos criem asas e saiam voando pelo mundo. Sempre há uma escolha a ser feita e cada um sabe onde o sapato mais lhe aperta.

 

por isso que JAMAIS insisto nas tentativas de “conversão” de profissionais que se aproximam – entre temerosos e tímidos – do discurso da humanização do nascimento. Se a prática violenta que usam em sua atitude cotidiana não lhes causa DOR qualquer ação para mudar suas condutas será inútil. Estes colegas continuarão agindo dentro de suas cápsulas analgésicas, onde encontram o conforto e a aceitação que procuram. A estes falta a necessária e indispensável neurose para conduzir a mudança que desejamos.

 

Sem sofrimento não há mudança. Deixar um filho partir só é possível diante da dor maior de vê-lo definhar sob nossas asas.

 

Humanizar sua prática de parto, com toda a dor que isso acarreta, só é possível diante da vergonha de expropriar a mulher de seu momento mais sublime. Mas para isso faz-se necessário ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.

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