O Amor

Reflexões de aeroporto,


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Convidado por Camille Paglia eu resolvi assistir o filme “A Vingança dos Siths”, cuja batalha final entre Obi-wan Kenobi e Anakin é descrita por ela como uma grandiosa peça de arte visual contemporânea. Neste capítulo da saga ocorre a degeneração de um mestre Jedi e o surgimento do grande líder do lado escuro da força, Darth Vader. Este último não é nada mais que o mestre Anakin Skywalker, que abandonou seu amigo Obi-wan e uma lealdade que os unia por muitos anos. A magnífica batalha final acaba por selar esta separação.

Mas qual a razão por ter se tornado uma figura grotesca e maligna, capaz de trair uma amizade profunda e abandonar todos os seus ideais de autonomia, liberdade e democracia?

Sim, o amor.

Força descomunal, incontrolável e violenta, ela foi o ponto inicial para a criação do pior vilão do cinema do século XX. George Lucas deve ter se perguntado: se eu precisar transformar um herói destemido e leal em um assassino destruidor e vingativo, qual poderia ser sua motivação profunda?

Sim, o amor seria a única força humana com essa potencialidade. Nada mobilizaria nossas emoções mais densas e primitivas com tamanho efeito destruidor quanto o amor. Ele é a grande mola da criatividade humana, para o bem e para o mal.

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