Desimportância

“Ninguém está suficientemente preparado para a desimportância. Entretanto, mais cedo ou mais tarde, ela chega. Na maioria das vezes ela aparece de forma insidiosa e silente. Entretanto, em outras vezes, a mudança é tão brusca que você dorme sendo necessário e desperta descartável, com a mesma surpresa de quando acorda e descobre que perdeu as meias no meio da madrugada.

Algumas pessoas, como as mulheres – cuja importância na vida de um filho significou durante milênios a diferença entre sua sobrevivência ou desaparição – sentem essa desimportância lenta e paulatina como uma dor aguda e angustiante, à medida em que os filhos ganham asas.

Preparar-se para deixar de ser necessário é uma das tarefas mais duras da vida. Calar-se para que as vozes novas sejam ouvidas é uma forma de se maturar para o desenlace inevitável. Resignar-se com o destino de todos diante da imensidão do universo é prova de sabedoria.”

Rabindranat Gupta, “Saadhu Kee Talavaar” (A Espada do Monge), Ed Ganges, pág 135

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