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Posições

Meu truque favorito: troque a palavra “parto” por “sexo” no seu texto; se continuar fazendo sentido então pode ser verdade. Você faria um “Plano de Sexo” antes de um encontro?

Bem, se esse “plano de sexo” se estabelecer sobre linhas mestras como “consentimento”, “gentileza”, “carinho”, “respeito”, pode ser útil. Entretanto, se contiver detalhes como posições ou palavras a serem ditas (ou evitadas) ele provavelmente estará apenas cerceando a natural espontaneidade que deve circular neste tipo de encontro.

Esse truque nunca falha, porque sexo e parto são faces da mesma moeda.

“Fazer planos e ter ideias prontas e acabadas sobre um parto é o mesmo que fazê-lo para o sexo. Melhor deixar de lado todas as pré concepções e permitir-se fluir. Posição para parir se decide da mesma forma como se escolhe a posição para fazer amor”.

Jeanette Morris, “The Twisted Logic of Birth”, Ed. Bantam, pag. 135

 

 

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Ódios

 

“Existem ódios que se fortalecem com o tempo, impregnados pela escuridão do ressentimento, que não se desfazem sequer pela luz matutina da verdade.”

Ngai Pan, “Que Tao o Amor?”, Ed. Lumbrusco, pág 135

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Razão e emoção

 

“Nenhuma filiação a um grupo de ideias respeita ordenação racional. Você apenas assume suas crenças mais primitivas e as veste com uma roupagem racional. Somos um núcleo de medos cobertos por crenças e envoltos em uma tênue película de razão, uma fachada intelectual, que nos confere a suprema ilusão de sermos comandantes de nossa consciência.”

Almirante Henry Mulder, “Vignettes de la Voyage au Fin du Monde”, Ed. Printemps, pág 135

 

 

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Tempos

“No futuro, quando a sexo descompromissado exterminar com as relações monogâmicas e o casamento, todas as minhas ideias e meus escritos serão jogadas no lixo sob o pretexto de que eu não passava de um monogamista que defendia a escravidão sexual.”

Jeffrey Doll, “Sexuality in perspective”, Ed Fishbone, pag 135

Eu estava lendo o livro dele e encontrei essa frase. Todos os livros dele são maravilhosos em especial “Epiphany of a Dreaded Civilization”. Nessa passagem ele questiona os revisionismos históricos, quando o comportamento do sujeito de um determinado tempo é julgado pelos padrões morais de séculos à frente. No caso do livro, esta conversa ocorre entre o almirante Sebastián e o capitão LaCrosse e se refere a paixão fulminante deste último pela bela escrava angolana Latiffa, e o romance tórrido entre o marinheiro cinquentão e a menina de 16 anos. Sebastián, um cristão convicto e temente a Deus, defendia LaCrosse da acusação de adultério feita por seus colegas oficiais. Ao ser confrontado com as sagradas escrituras deixou claro que um homem só podia ser julgado em seu tempo e suas circunstâncias. Apontou para o corpo despido da menina e arrematou dizendo não haver uma só linha nas palavras de Deus que condenasse o amor de um homem por uma mulher.

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Vento

 

Passam-se os anos e os ventos não mudam. O mesmo disco quebrado repete em monocórdio o réquiem de uma alma que se foi, condenada pelo desejo, mesmo quando o desejo não é seu. “Assassina, assassina”, vocifera a turba em êxtase ao ver o cortejo, e enquanto isso, como numa procissão macabra, a mulher desfila sua marcha fúnebre, calada, pálida, impedida de oferecer seu testemunho. “Fez-se a vontade de Deus”, diz a moça branca, enquanto do outro lado da rua, de dentro de um carro a voz rouca de um homem grita “Vadia!!”.

“Pobre anjo”, diz a senhora idosa, mas engana-se quem pensou na pobre falecida. Era para o embrião que se escondera no seu ventre o lamento da velha. Para ele as homenagens; para sua mãe o inferno.

Kathy McGuire-Daniels, “The Hell of Ourselves”, Ed. Printemps, pag 135

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