Cheiros

 

No final da tarde fomos levar os cães para passear e logo que saímos do carro Violet e Mio decidiram se esfregar em um gambá morto. O cheiro era horrível e nauseante. Como íamos entrar na água do rio achei que seria suficiente para lavá-los e tirar o cheiro impregnado em seus pelos. Assim o fizemos, mas tão logo voltamos ao estacionamento eles voltaram a se esfregar no bicho, apesar dos meus gritos desesperados.

Percebi que o cheiro do gambá era prazeroso para eles, apesar de ser horrível para nós. Quando chegamos em casa tivemos que dar um banho duplo para tirar o cheiro e passar um shampoo, e mesmo assim o odor penetrante do “skunk” não saiu totalmente.

Isso me fez pensar na forma como adaptamos esses animais ao nosso mundo, absolutamente contra seus instintos e desejos. Para Violet e Mio o cheiro do gambá era muito melhor que o odor do shampoo que colocamos neles.

Num universo paralelo uma dupla de cães idosos levou seus humanos para passear na margem do rio. Quando lá chegaram os jovens humanos encontraram um campo com alecrim e lavanda, e se encantaram com as fragrâncias silvestres, pegando folhas e flores para passar nas mãos e no rosto. Ao verem essa atitude seus donos caninos se horrorizaram com a atitude dos porcalhões e os levaram para casa, onde os banharam com água quente e shampoo de carniça.

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