Irmão

 

Concordo…. um dos melhores presentes que uma menina pode receber na vida é a convivência com um irmão (sim, do sexo masculino).

Digo isso porque a experiência com o masculino e a forma de pensar dos meninos e homens vai oferecer a estas meninas-mulheres um antídoto contra o crescente preconceito – falso e artificial – que confunde masculinidade com opressão.  Uma relação saudável, mesmo que conflituosa, com o sexo oposto oferece às ferramentas fundamentais à compreensão empática do outro. Os sentimentos negativos de muitas mulheres contra os homens (e contra o masculino) repousam em experiências negativas ou mesmo na privação de contato com a forma específica de como funciona o pensamento e as emoções masculinas.

Estou falando nessa direção do vetor, mas inequivocamente funciona também para a direção aposta, quando homens são expostos desde cedo ao contato com suas irmãs. A falta dessa experiência primitiva cria o estranhamento – que facilmente se transforma em ódio – na relação com o outro, o diferente.

Aprendizado é bem diferente de boa convivência e muito distinto de dividir tarefas. Muito dos sentimentos negativos das mulheres em relação aos homens no mundo contemporâneo se dá pela falta de compreensão que elas têm de como pensam e sentem os homens. Por isso tantas mulheres dizem para os homens “mudarem” apenas porque não aceitam uma forma diferente de pensar e agir. Vejo isso com tristeza cada vez que uma mulher diz a dois meninos em suas brincadeiras “porque vocês dois vivem brigando?” simplesmente porque não entende a forma física como meninos se relacionam. Também quando olham para os maridos brincando de luta com os filhos e dizem “para que essa brutalidade?”

Ora… isso é a total incapacidade de entender o masculino e suas raízes ancestrais. Uma menina exposta a esse discurso e a corporalidade dos seus irmãos terá mais elementos para entender os homens e sua específica perspectiva de mundo. Pode até ser que se ressinta (quem não??), mas ao menos entenderá como é o funcionamento psíquico dos garotos.

Repiro: direi o mesmo para os homens que tiveram irmãs e aprenderam com elas a olhar o mundo pelos seus olhos. Falo mais dos homens apenas porque sinto que as mulheres são mais arrogantes ao pensar que podem entender os homens, enquanto os homens parecem mais convencidos que, inobstante qualquer esforço, é impossível “entender” (e não compreender) as mulheres de forma completa. As diferenças do sexo e da gestação nos afastam de qualquer possibilidade nesse sentido.

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