Crachás

Uma vez nos anos 90 do século passado fui a um encontro da Secretaria Estadual da Saúde do RS falar pela Liga Homeopática em nome da adesão de medicinas complementares no âmbito dos postos de saúde estaduais. Depois da minha fala sentei e fiquei assistindo a reunião que contava com a participação de representantes das secretarias de saúde dos municípios gaúchos. Cada um deles trazia no peito um crachá com nome do seu município.

Depois de algumas apresentações técnicas a coordenadora do evento pegou o microfone e anunciou: “Caros secretários. Procurem os representantes da sua região e façam pequenos grupos para trazer à assembleia as demandas regionais. Vocês têm 15 minutos”.

Imediatamente 500 pessoas se levantaram à procura de seus vizinhos. Logo à minha frente uma senhora se ergueu e começou a olhar os crachás das pessoas próximas. Assim que lia o nome da cidade no crachá dizia:

Arvorezinha, fique aqui do meu lado. Dois Lajeados, não se afaste. Guaporé, veja se encontra Ilópolis e Putinga e peça para que venham nos encontrar aqui no canto. Vespasiano Corrêa, alguém viu?

Até que ela olhou para a moça loira, gordinha e com cara de alemoa sentada ao meu lado e disse, apertando os olhos para ler o crachá:

– Ahh, que bom que achei (passou uns instantes) você…. mocinha.

A moça ao meu lado sorriu envergonhada e se juntou ao grupo.

Era a secretária de saúde de Anta Gorda

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