Seres Especiais

Afinal, somos ou não especiais?

Eu creio que existe verdade nas duas posições e o equilíbrio é a maneira mais justa de perceber-se no mundo.

Sim, somos especiais porque somos únicos e irreproduzíveis, donos de uma história e uma perspectiva de mundo únicas. Portanto, temos valor por carregamos vida e consciência de si, valores especiais da alma humana.

Por outro lado, também é verdade que vivemos em comunidade e precisamos nos adaptar à ela, bem como às suas normas e regras – e não o oposto. Não somos “especiais” se isso significa que temos uma essência diversa daqueles que nos cercam. Somos feito da mesma matéria dos gênios e dos loucos, dos covardes e dos mártires.

Inobstante esses fatos da vida em comunidade, a pressão do grupo sobre o sujeito não pode ser de tal monta que destrua os princípios básicos da subjetividade em nome de uma homogeneização forçada. Outrossim, também estas características pessoais não podem servir de desculpa para impor nossa visão de mundo aos outros.

Prefiro pensar que… talvez não sejamos mesmo especiais, mas somos únicos, fragmentos mágicos de poeira estelar, e carregamos a centelha da subjetividade dentro de uma alma etérea, o que nos torna especiais diante da criação.

Margareta Klebb, “The Real Tune of the Chords – Astrophysics and Spirituality” (A Real Melodia das Cordas – Astrofísica e Espiritualidade). Ed. Pântano, pág. 135

Margareta Klebb é uma astrofísica, professora, pesquisadora e escritora britânica nascida em Dover, na Cantuária, em 1945. Graduou-se em física na Universidade de Kent em 1960, iniciando seu trabalho com partículas subatômicas no Instituto de física desta universidade. Fez pós graduação em astrofísica e especializou-se na “Teoria das Cordas”. Depois de escrever sua tese de doutorado entrou em profunda depressão pela morte da sua irmã, Linda Klebb, por leucemia em 1975. Passou dois anos afastada da Universidade por razões de saúde, e quando retornou escreveu seu primeiro livro “On the Threshold of Infinity” (Nos Umbrais do Infinito), no qual aborda a física e a teoria das cordas sob uma perspectiva espiritualista. Depois do sucesso desse livro passou a se dedicar a estes estudos, com mais 3 livros com boa aceitação da crítica. Em “The Real Tune of the Chords” ela fala do dilema da espiritualidade na perspectiva da sobrevivência de um “princípio imaterial” que seria a essência da peculiaridade. É solteira, mora em Londres e vive com seu cão Bohr.

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