O Problema

Imagine alguém escrever um texto onde se analisam as circunstâncias da segunda guerra mundial dizendo que não se pode confundir o “nazismo nacionalista e humanista” com os outros nazismos, que produziram o horror da guerra. Este “outro” nacional socialismo tomou o poder e subjugou o “bom nazismo”, democrático e solidário, digno representante das aspirações alemãs, e isso deteriorou a imagem nazista por causa de Adolf Hitler, prejudicando a justa aspiração do povo alemão.

Alguém conseguiria suportar esta bobagem? Bastaria olhar a imensa aprovação do povo alemao ao seu Führer para perceber que ele não era o problema – e para muitos dos seus compatriotas era a solução. Da mesma forma, a ideia de dizer que o “sionismo é bom, o problema é Netanyahu e sua gangue” sucumbe quando vemos dezenas de documentários sobre o racismo basilar da sociedade de Israel e as pesquisas feitas pelos próprios israelenses sobre o apoio massivo da população judia de Israel ao massacre dos palestinos. Não há mais nenhuma dúvida de que o governo de Netanyahu representa a psicopatia social de Israel, criada sob uma lavagem cerebral que se inicia no berço e se estende até o túmulo, criando uma cultura de terror, massacres, racismo e supremacismo.

Por isso a sociedade de Israel eleva à condição de heróis os estupradores das suas prisões e não se importa com 144 crianças palestinas usadas como alvo para os snipers criminosos de Israel. Sim, os matadores de crianças são tão monstruosos que se gabam de matar mulheres e seus filhos, dizendo não haver inocentes em Gaza. Por isso Netanyahu e a extrema direita de Israel são a consequência de uma sociedade doente, jamais a causa da monstruosidade sionista.

Deixe um comentário

Arquivado em Palestina

Deixe um comentário