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Medicina Honesta

“Médicos honestos não podem mais praticar uma medicina honesta”. Quando me perguntam – todos os dias – se sou contra vacinação (entre outros temas da medicina hegemônica) eu sempre respondo que perdi completamente a confiança na “Big Pharma” e não confio em nada que venha dessa indústria. Poucos setores do capitalismo são mais corruptos do que este, e bastaria citar alguns exemplos recentes de fraude para deixar clara esta relação degenerada entre drogas e saúde.

Mas a ponta frágil ainda é a relação sagrada que se estabelece entre o médico o seu paciente. Ali, onde a transferência poderia operar o milagre, ocorrem as mais inaceitáveis interferências, em especial do mercado e do lucro. A ponta de lança dessa máquina gigante é o médico, pressionado pela indústria e até pelos pacientes, intoxicados pela propaganda enganosa e antiética enviada pela mídia.

O resultado é uma medicina fria, defensiva e cada vez mais mortal onde as condutas são determinadas pela indústria e os profissionais são esmagados pelas corporações. Os que se rebelam são julgados por seus pares em juízos injustos e cruéis. A solução parece ser a mediocridade e a adesão ao engodo da medicina drogal ocidental.

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Medicina Defensiva

“A chamada “Medicina defensiva” não é necessariamente uma atitude antiética, mas, dependendo da situação (quando a autodefesa se sobrepõe ao cuidado) pode vir a ser. Fazer uma cesariana por ser mais segura para o médico, arriscando o bem estar de mães e bebês, é um exemplo clássico e fácil de entender. Medicina defensiva é apenas a doença da Medicina, uma forma de relação terapêutica em que cuidador e paciente não se conectam, não confiam um no outro, não se relacionam no nível pessoal – apenas técnico – e tem medo recíproco.

Essa relação é assentada sobre a desconfiança mútua, regida pelo signo do medo e fomentada pela indústria da judicialização. Diante da deterioração de uma relação tão antiga quanto a própria humanidade, e que deveria se fundar pela confiança e pelo afeto entre cuidadores e pacientes, não é de se admirar que ambos tentem se defender de possíveis agressões assumindo uma posição acuada, amedrontada e defensiva.”

Ingrid Levine, “From Healer to Hell”, Ed Printemps, pág. 135

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