Fetiches

fetiches

 

Após um café com Germana Pederneiras fiquei pensando sobre os fetiches. A pergunta é: não temos um preconceito irracional sobre a expressão dos fetiches, desconsiderando sua natureza e aplicando sobre eles valores morais?

 

Um homem que expressa seus fetiches aparentemente bizarros – fazer sexo vestido de mulher, vestido de bebê ou caubói, em lugares exóticos, com múltiplas(os) parceiras(os), etc. – pode ser criticado, humilhado e censurado pelas sua “escolhas”, a forma como recobre de realidade suas fantasias.

 

A questão, entretanto é mais complexa. Os fetiches e as fantasias não são escolhas racionais e livres; são emanações do inconsciente e vinculadas aos estratos mais profundos do psiquismo humano. Nenhum sujeito escolhe racionalmente ser espancado durante o sexo como forma de gozo, mas estas atitudes expressam significados muito profundos e da ordem do inconsciente.

 

Todavia, não seria o romantismo uma manifestação fetichista socialmente aceita e valorizada? Essa foi a ideia que Germana me trouxe e que eu achei ser muito interessante. O romantismo de homens e mulheres é tão fetichista quanto uma orgia ou uma fantasia “bizarra”.

 

Se o romantismo pode ter uma diferença para o(s) parceiro(s) ela é igual a qualquer outra fantasia para o sujeito que a produz.
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