Evangelismos

A atuação das igrejas evangélicas (as outras muito menos) foi fundamental para criar entre a ralé (e aqui uso “ralé” na concepção de Jessé Souza – os despossuídos, o lúmpen, os esquecidos) um sentimento conservador, antipetista, anti-gay, retrógrado e alienante que atua contra seus próprios interesses e direitos.

Não me parece esdrúxula a tese de que a ralé é o principal mercado do evangelismo nacional e de que a mensagem veiculada pelos governos petistas de união das classes desprivilegiadas através das medidas de inclusão social COMPETIA com o messianismo das igrejas, roubando para a militância política e social os fiéis que aguardavam na fila longa e incerta da graça divina. O PT ao diminuir a miséria e a fome, dar esperanças e consumo para as classes baixas, encher o aeroporto de pessoas que só viam aviões na TV ou no céu e triplicar o número de negros na Universidade ofereceu uma via de realização que se chocava com o mercado da graça, a salvação pela fé e o comércio do dízimo. Isso enfureceu os grandes “missionários”, sendo Malafaia e Edir apenas os exemplos mais contundente.

Isso pode explicar os discursos odiosos e vingativos do “bispo” Malafaia contra o PT e as esquerdas, a evidente (e natural?) vinculação com os setores capitalistas do boi e da bala, e suas ligações com o poder de Israel.

O estado laico é mais do que uma obrigação civilizatória; ele representa a luta contra formas sutis de alienação mental representadas por grandes vertentes do evangelismo de direita no Brasil e no mundo.

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