Médico ideal

 

Sobre a produção do “médico ideal”:

“Desde a época da escola médica recebemos daqueles que nos orientam a ideia de que envolver-se com os pacientes era uma atitude “fraca”, “débil”, que demonstrava uma labilidade emocional e afetiva, a qual apontava para uma falha formativa. O subtexto dessa formação é que o “médico perfeito”, na concepção platônica, revê ser como o juiz: frio, duro, imparcial e sem qualquer esboço de emoção. Talvez esta seja uma conexão atávica com os antigos operadores, sem sangue nas veias e com nervos graníticos, que arrancavam pernas, cálculos vesicais e braços sem anestesia, olhando a agonia dos pobres enfermos sem mover as sobrancelhas.”

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