Coisas

“Os objetos substituem afetos e ocupam espaços vagos nos corações. Uma pletora de coisas amontoadas aleatoriamente sobre si mesmo. Muito “cargo” por sobre carcaças desprovidas de valor. Mais do que a estética, a utilidade ou a praticidade o que os jovens decoram é o preço do que vestem; a roupa é o invólucro de seu preço. Adereços são usados para dar brilho e valor a uma carne ordinária e banal. Roupas feias carregadas com nomes americanóides de produtos manufaturados por crianças em Bangladesh sendo usados para tapar o buraco sem fundo do vazio existencial de quem muito possui sem nada ter de real.

Os milhões que compram roupas e joias, mas não chegam sequer a garantir uma educação mais sofisticada. Mas… o paradoxo é que uma boa educação talvez seria o melhor antídoto para a barbárie do consumismo inconsequente.”

Ainda me vem à mente a frase (baseada em Mia Couto): “São tão miseráveis que não possuem nada além de dinheiro”.

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