Livre pensador

Não vou me cansar de falar como é importante cultivar a independência pensamento, e o distanciamento de grupos, facções e fã-clubes. Você pode ser admirado, adorado, reverenciado e jogado às alturas, ser visto como uma figura que representa todos os anseios profundos de uma comunidade, mas basta uma falha, uma postura crítica à militância e mesmo uma postura mais moderada para ser execrado e – modernamente – cancelado.

Por isso o valor da independência. Meu pai gostava de se descrever como “livre pensador”, o que de uma certa forma se opõe ao “ativista”, já que este último está compromissado com uma ideia, uma luta, e também com aqueles que são seus companheiros na arena das ideias.

Meu conselho é – e sempre será – “desinstituir-se“, abandonar o lugar sedutor de guru, abdicar da posição de condutor do fervor dos outros, pois o que parece ser à vista desarmada uma posição de destaque nada mais é do que uma masmorra controlada pelo desejo alheio.

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Arquivado em Ativismo, Pensamentos

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