Se não houver amor

O sertanejo bonitinho que curte vodka acordou em uma bela manhã e comunicou sua esposa: “acabou, não quero mais”. Assim, na lata, sem rodeios. Direto. Arrumou as malas e se foi.

Na “comentosfera” o clima é esse: “maldito mau caráter, abandonou uma mulher linda dessas (se fosse feia podia?), destruiu sua família e blá, blá bla…”

Não, não vou defender sertanejos bolsonaristas, mas peço que tenham cuidado ao fazer julgamentos morais sobre o término de relacionamentos de personagens midiáticos.

Casamento nada tem a ver com caráter, mas com desejo. Muito pior seria continuar qualquer casamento sem essa matéria prima absolutamente essencial. E, por favor, não piorem o quadro exaltando as aspectos físicos da moça, repetindo a mesma tolice de comparar Camila Parker Bowles com Diana. Acreditem; o desejo tem suas artimanhas, e enxerga suas conexões de forma curiosa e pessoal.

Nesse tipo de caso apenas lamente que sua fantasia não tem mais como se alimentar da paixão alheia. Criar culpados – ou pior – o personagem bom e o mau, a vítima e o algoz, não faz nenhum sentido. Se ele não a deseja mais, o que se pode exigir?

Pensem bem; se ela acordasse e dissesse para ele “acabou, não quero mais você”, estaria errada? Seria ela uma megera egoísta? Seria justo criticar sua desistência em nome do amor que ela percebeu que se foi?Pois eu creio que não.

E lembrem…”Se não houver amor, não te demores”.

Deixe um comentário

Arquivado em Pensamentos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s