Biscoiteiros

O Facebook está cheio de gente que usa a rede para fazer propaganda de si mesmo, do seu saber, do seu conhecimento de vinhos, filmes e literatura. Esse exibicionismo é uma praga muito disseminada, em especial entre membros da Academia, mas por si só não é algo detestável; ao meu ver é apenas um mau costume, tão (des)importante quando tirar fotos de si mesmo várias vezes e todos os dias com roupas, penteados ou unhas diferentes.

O problema é que estas torres de vaidade não suportam contradição. Basta que você discorde de uma das posições expostas, mesmo que de forma absolutamente respeitosa, para o sujeito partir para os impropérios. E se você insistir no seu ponto de vista – que poderia ser interpretado como “resistência à prisão” dos seus argumentos – a solução é o bloqueio, o que produz duas vantagens: faz desaparecer um sujeito que contesta suas verdades absolutas ao mesmo tempo que apaga da sua página a argumentação usada para contrapor suas ideias.

Podem ter certeza que esse tipo de acadêmico, por mais que tenha algumas ideias arejadas, não é um verdadeiro democrata. Qualquer contestação ao seu pensamento é vista como ameaça à sua autoproclamada importância mas, diante de tamanha fragilidade, não é mais possível aceitar suas verdades, que passam a perder autoridade na medida em que não suportam o crivo do contraditório.

É essa esquerda biscoiteira acadêmica que precisamos questionar…

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