A cultura do cancelamento foi a arma da esquerda identitária nos últimos 10 anos. Ela precisa ser enterrada.
Eu espero que a derrota da esquerda mostre o fracasso da cultura do cancelamento, do discurso punitivista de esquerda, do proibicionismo e da censura sobre músicas, piadas, pronomes e expressões. Este tipo de mentalidade “esquerdista” fracassou, destruiu a conexão dos partidos de esquerda com o povo, com os trabalhadores e com as pessoas comuns. Essa visão de mundo levou à derrota que agora sofremos. É preciso encarar nossas falhas com coragem.
As urnas não mostraram a adesão do cidadão a um político desqualificado e miliciano, mas a rejeição a esta postura arrogante e pretenciosa da esquerda identitária, cuja função se limita a chamar a polícia diante da discordância de ideias, propor censura e aumento de penas e tratar das questões políticas de forma punitivista.
Que esta dor que agora sentimos se transforme em luta, mas acima de tudo uma reflexão sobre o erro de esquecer a importância de ter o povo nas ruas. É hora de cancelar os cancelamentos e reviver as pautas da liberdade irrestrita de expressão.
