Judeus do mundo

Os judeus são em essência um grupo como qualquer outro, nem mais nem menos em qualquer aspecto. Qualquer análise de superioridade ou inferioridade é tola e insustentável. Entretanto, não é sobre eles que está o problema, mas sobre uma ideologia à qual muitos – a maioria – adotaram como sinônimo de judaísmo: o sionismo.

Os sionistas são um grupo diferenciado, e podemos reconhecê-los pela forma como se posicionam diante de Israel. Nem todos os judeus são sionistas, e a maioria dos sionistas não são judeus – são evangélicos, especialmente americanos. Entretanto, é justo dizer que a maioria dos judeus hoje em dia é formada por sionistas. Os sionistas são um grupo diferenciado, e podemos reconhecê-los pela forma como se posicionam diante de Israel. São abertamente racistas, supremacistas, preconceituoso e arrogantes. Sua forma de ver o mundo estabelece uma hierarquia que os coloca no topo e os goyim (termo pejorativo usado para anunciar os “não escolhidos”) na parte de baixo, deixando para os árabes – termo que pela generalização sobre um grupo tão diverso já expõe o preconceito – as últimas posições. Fica claro que o objetivo daqueles que acusam os antissionistas de antissemitas é manter a confusão proposital entre judeus e sionistas, para ser possível acusar aqueles que acusam a barbárie assassina de Israel de antissemitas, ou seja, contrários aos judeus. Assim, imaginam esconder do mundo o que realmente estas pessoas estão fazendo: denunciando a matança deliberada de mulheres, crianças, médicos, enfermeiras e jornalistas e a destruição de escolas, mesquitas, hospitais e toda a vida social e urbana de um povo. Um crime contra a humanidade.

A imagem de Israel no mundo caiu em um abismo. A aversão ao colonialismo brutal e assassino de seus líderes sempre foi algo restrito aos grupos que se interessavam pelo povo palestino e sua história, de antes do Nakba até agora. Porém hoje, as imagens das crianças mortas, a tortura nas prisões, as bombas caindo sobre assentamentos de lona, a morte de jornalistas e as milhares de crianças amputadas que circulam pelas ruínas de Gaza estão nos smartphones de cada um de nós. Não há como esconder a perversão e a estupidez, a sombra da morte se debruçando sobre um povo que por mais de 80 anos experimenta perseguição, exclusão, humilhações cotidianas, mortes e torturas, e cuja punição se dá pela ousadia de existirem e resistirem Sequer as crianças são poupadas de prisões arbitrárias e abusos sexuais por parte do IDF. Não há mais como “desver” o que Israel traz de horror ao mundo.

NAZA trouxe tudo isso como uma confissão. Sim, existem israelenses cujo estômago também se contrai ao ver as imagens da limpeza étnica e do massacre. E eles se levantaram para cortar na própria carne, e apontar o dedo para os assassinos. Eles precisam ser exaltados como importantes persinagens na consciência global. Eles colocaram na boca dos soldados a banalidade do mal, a qual todos já sabíamos, mas que se tornou mais intensa vinda de onde veio.

Não há como melhorar a imagem dos judeus no Brasil e no mundo enquanto houver o interesse de confundir o judaísmo e o povo judeu com o racismo assassino dos sionistas. Enquanto não ocorrer esse divórcio haverá antissemitismo, e não vai adiantar mais e mais dinheiro gasto em hasbara (propaganda) para tentar “tapar o sol com uma peneira”. Todos estamos vendo, somos todos testemunhas dos crimes contra a humanidade levados a cabo por Israel e os monstros que o controlam.

Judeus do mundo todo, unam-se contra o sionismo. Esta é sua única chance.

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