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Golpe na Democracia

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Cunha aceitou o pedido de impedimento da presidenta Dilma, mas só o fez em desespero de causa, porque percebeu que a pressão contra ele está aumentando e se tornando insuportável. Ele está acuado, como um animal sendo caçado. Seu ataque é a demonstração inequívoca do seu desespero.

O Brasil terá que fazer uma escolha difícil. Extirpar Cunha da câmara é uma necessidade moral, para que um falsário e chantagista não seja a imagem do que significa política no país. Ele precisa pagar por uma vida inteira dedicada à corrupção. Por outro lado, levar adiante o impeachment significa criar uma tragédia política que vai arranhar a imagem do país por muitos anos. A quebra da normalidade democrática através do golpismo óbvio dessa atitude fará o Brasil emparelhar-se ao Paraguai em termos de maturidade política.

Se a vingança dos perdedores levar a cabo a saída da presidenta e o desprezo pelos 54 milhões de votos que a sustentam eu temo por uma grave divisão nacional e até uma guerra civil. A classe média de um lado e os excluídos de outro. Não será bom para ninguém. O “terceiro turno” será violento e amargo

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Equívocos

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Não faz sentido comparar os equívocos cometidos pelos governos militares com os de agora. Os erros do governo militar são comprovados: sequestros, mortes, torturas, perseguições, falta de liberdade, mordaças, maquiagens econômicas, endividamento externo e interno, etc. Também não faz sentido achar que a liberdade oferecida por este governo às instituições que combatem a corrupção foram “concessões pela governabilidade”. Não se trata disso: é um projeto claro de cortar a pele a abrir o abscesso da corrupção.

Contra o governo de Lula e Dilma, por enquanto apenas apareceram boatos (no que diz respeito à corrupção). Os erros na questão econômica poderão ser julgados no futuro, quando forem avaliados dentro dos contextos a que pertenceram. O que Dilma fez não foi algo “ao apagar das luzes do seu governo“. NÃO: foi um política clara desde o primeiro dia do seu primeiro mandato de oferecer garantias à Policia Federal e ao Ministério Público para investigarem tudo e a todos. NÃO FOI uma atitude desesperada, e nem uma “saída honrosa”; foi uma atitude do governo de curar a ferida da corrupção acabando com seu principal agente: a IMPUNIDADE. Por esta razão até mesmo José Dirceu foi condenado de forma irregular e SEM PROVAS, num escândalo jurídico (e que ainda não acabou, posto que irá para as cortes superiores da OEA). Mesmo cortando na própria carne este governo GARANTIU a continuidade do projeto de combate incessante à corrupção, e por esta razão, apesar das mentiras e das falsidades de inimigos ideológicos, é o governo mais HONESTO que tivemos neste país.

Que ainda há muito a fazer, não resta dúvida. Mas olhe bem para os partidos que são acusados de corrupção: o PT é o NONO (9º colocado). Tudo isso nos deixa claro que existe uma manipulação extensiva para culpabilizar o PT naquilo que ele faz de BOM, como o combate à corrupção. As críticas falsas, daninhas, sem provas, sem embasamento são usadas pelos mesmos grupos poderosos que agem desde 1954 para que as reformas (como o combate à corrupção hoje, ou a reforma agrária em 64) sejam interrompidas em nome da “moralidade”, ou para punir os “ladrões”.

O que me dói é ver gente pobre ou da classe média trabalhadora servir de massa de manobra para estes mesmos grupos que há séculos comandam os fios invisíveis de onde pendem nossos corpos. Não se trata de obstruir a crítica SEVERA aos erros MÚLTIPLOS que este governo cometeu e ainda vai cometer, mas de perceber que as críticas à HONRA só proliferam quando existe algo mais do que elementos de macroeconomia e políticas estruturais a combater. Nesse caso, o interesse é barrar as investigações, impedir que se chegue ao Cunha, ao Aécio, ao Nardes, à RBS, à cúpula do PP, ao PMDB (o mais corrupto de todos). É essa a luta para derrubar Dilma, que acaba sendo orquestrada pelos tolos da vez, pessoas que acham que atacando o bisturi poderão melhorar o abscesso.

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Governabilidade

Dilma Rousseff: 'Do I look happy, Mr Obama?'

O sonho juvenil de um partido que governa despoticamente, sem parlamento é tudo, menos maduro. A opção que muitos apontam ingenuamente para o PT é a formação de um ministério sem nomes de aliados, sem direita e firme nos propósitos originais do PT. Isto é: exigem que a Dilma governe para a metade do Brasil e a outra metade que se ferre, afinal perdeu as eleições, não?. Sinto muito caros sonhadores, mas não é assim que funciona a democracia, que nada mais é que a arte de engolir sapos em nome de um projeto de governabilidade.

Collor negligenciou esta verdade política e achou que podia governar sem partido e ferindo interesses da Rede Globo, a mesma que o havia colocado lá. Pagou caro, e hoje sabemos que  Collor tinha um pensamento moderno e desenvolvimentista. Lembrem que foi ele quem modernizou a indústria de automóveis no Brasil, composta na época, de “carroças”. Boas intenções e ideias modernas não são suficientes; sem apoio e sem partido é suicídio.

Com um ministério “puro”, socialista e progressista, sabem quantos projetos passariam pelo congresso, francamente oposicionista? ZERO!!! Mas talvez o sonho dos petistas mais ferrenhos e puristas seja ver a Dilma empossada como imperatriz, ou Rainha despótica, que não tenha necessidade de uma câmara ou um senado. Bem, aí é outra história, e nessa canoa furada já embarcamos. Repetir os erros é imaturidade, aprender com eles é o caminho.

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