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Beleza

Pois é… eu sempre penso que a beleza é um fardo muito pesado de carregar, tanto quanto o dinheiro e o poder. Pense nas mulheres lindas do cinema; raras foram as que foram felizes na sua vida pessoal. Muitas, como Marilyn Monroe, morreram muito cedo. Grace Kelly foi vítima de sua fantasia de princesa, tendo uma vida inteira de infelicidade ao lado de Rainier. Ava nunca se curou de Frank Sinatra, e Rita jamais superou Orson Welles. Guy Williams morreu aos 65 anos solitário em um hotel em Buenos Aires. Tanta gente cuja beleza jamais lhes garantiu o amor infinito que pareciam ter como certo.

Ao contrario da vida de sedução, charme e glamour que imaginamos, a regra para uma grande parte das beldades é o martírio, o abandono, a solidão, o desamor e a frustração.

Se me fosse dado escolher como transitar por esse mundo meu pedido seria simples: nem tão feio a ponto de ser repugnante, mas também não desejaria ser tão bonito a ponto de ofuscar qualquer outra virtude que pudesse ter ou desenvolver. Sim, minha opção seria um “não fede nem cheira” na estética, a mesma escolha que faria para a riqueza: nem tão pobre a ponto de passar necessidades, e nem rico a ponto de monetizar a vida e os afetos.

Creio ser mesmo verdade: para os lindos a atração é natural, mas para os feiosos é preciso esforço e dedicação, o que acaba produzindo um sujeito mais completo e integral. Acho charmoso alguém cujos defeitos e imperfeições lhe conferem autenticidade.

Ser lindo(a) e não se tornar arrogante e superficial é uma tarefa pesada demais, que poucos conseguem suportar. Deus, ao me brindar com está espetacular mediocridade, sabia bem o que estava fazendo.

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Lost in Space

Para que vocês possam aquilatar o que o confinamento é capaz de fazer com uma pessoa, hoje eu assisti o filme piloto dos “Perdidos no Espaço” o original de 1965.

O filme é profundamente tosco, primário mesmo, e serviu como base para a série que lhe seguiria, mas não tinha a figura do Dr Smith. Assim, a série que foi lançada logo após teve que começar do zero e inventar um novo início, incluindo o personagem de Jonathan Harris. O filme tem os mesmos personagens e nomes da serie que o seguiu, com exceção do Júpiter II, que se chamava “Gemini XII”. O ano de saída da terra foi 1997 e eles ficaram viajando até 2001, quando ocorreu a falha do sistema e acabaram descendo em um planeta desconhecido e montanhoso, mas com atmosfera.

No filme piloto as roupas ainda não eram o modelito da série, mas este traje, tipo papel alumínio. Aliás, o problema na nave – que os deixou “Perdidos no Espaço” – foi produzido por um acidente (ao contrário da série posterior, onde a culpa foi do Dr Smith), em que a nave foi atingida por uma chuva de meteoros – que mais pareciam bolotinhas de papel. Muito mal feitos… mas tudo bem, o ano da produção foi 1965. O monstro com o qual lutam no planeta onde desceram é muito pior do que a pior das criaturas do Spectreman. Absolutamente ridículo…

O piloto de Perdidos no Espaço pretendia ter como pano de fundo o que estava acontecendo naquele período: o programa Apolo e as naves Gemini. Apenas 4 anos depois do início da série a Apolo 11 pousaria na Lua. Quando perceberam que o projeto de “Perdidos no Espaço” seria um brutal fracasso (apoiada na ideia de uma nova “Família Robinson” perdida, agora no espaço), resolveram incluir dois elementos novos, essenciais para o sucesso (até inesperado) que tiveram: o Dr Smith e o robô, que salvaram a série.

Ahhh, e quando lançaram a série tiraram a música tema de “O dia em que a Terra parou” e colocaram a música do jovem e genial John Williams para a abertura. Inesquecível.

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