A hasbara – propaganda israelense – aumentou de forma exponencial as postagens em defesa do massacre israelense sobre o povo palestino. A tática, entretanto, mudou. Antes havia a negativa das mortes e mutilações, mas agora, diante das múltiplas evidências, a ideia é afirmar que não se trata de genocídio porque “apenas” 3% da população foi morta – sem contar as mais de 50 mil crianças que perderam pelo menos um membro nos ataques. Comparam a matança em Gaza com ataques pontuais nazistas na segunda guerra mundial e tentam provar que aquele foi o único genocídio legítimo da história. Nao aceitam perder o trono máximo de vítimas do preconceito. Até onde vai o delírio sionista?
Acaso acreditam que 73 mil mortos – entre eles 20 mil crianças – não constitui um genocídio? Querem nos fazer crer que 2/3 de baixas civis em um povo confinado em um campo de concentração, sem bunkers, sem proteção, sem armamento anti aéreo, não configura uma chacina covarde? É possível aceitar o argumento de que não foi genocídio porque muita gente sobreviveu se desviando de bombas em Gaza?
Por mais que a propaganda israelense seja brutal, é ilusão imaginar que muitos possam se aliar ao sionismo, um projeto colonial racista e supremacista de colonos ashkenazis que invadiram as terras palestinas com a desculpa de que “Deus lhes deu essa Terra há 3 mil anos”. Não há mais como “desver” o projeto colonial mais semelhante ao nazismo jamais criado. Em tudo se assemelham: extrema direita, brancos europeus, racismo, raça pura e superior, apartheid, muro, opressão, check points, campos de concentração, tortura em prisões, cães adestrados para estuprar. Quem poderia virar o rosto para as grandes instituições internacionais que confirmam o genocídio? Quem ousar se embrenhar nesse pântano acabará chegando à sombra do nazismo, ao sionismo mais abjeto e racista, ao colonialismo mais vil e degradante. O apoio a Israel representa um golpe na biografia de qualquer um, assim como foi o apoio ao nazismo no século passado ou à ditadura militar. Israel significa o resquício de um colonialismo que foi expulso da África, sendo a Palestina sua última ferida aberta.
Aliar-se ao sionismo é lamentável em todos os sentidos: humano, espiritual e político. Ele representa um retrocesso civilizatório, uma aposta no fracasso inevitável de um projeto racista e brutal. A posteridade não vai perdoar, assim como não perdoou aqueles que se uniram-se à visão de mundo de Adolf Hitler.
