Justiciamentos

linchamento 01

 

Sobre os justiciamentos populares…

“Qual a dificuldade de entender que qualquer criminoso, qualquer que seja o crime, tem direito a defesa e não pode ser maltratado? Fora isso teremos apenas justiciamentos, típicos de republiquetas onde a barbárie impera. O criminoso precisa pagar pelos seus crimes, mas a sociedade NÃO PODE ser mais doente que o sujeito. Para quem curte linchamentos, não esqueça que a civilização começa quando o estado de direito se impõem sobre a selvageria. Os crimes, quando comprovadamente cometidos, não podem ficar impunes e o meliante precisa ser afastado da sociedade.

O resto é apenas vingança de pessoas que, em essência, não diferem muito dele….

E por favor…. não aguento mais discurso de “vingadores” ao estilo “se fosse comigo…“, muito menos coisas como “leva pra casa“, “tem que pendurar num poste“, ou “tratam bem esses caras, mas…“. Chega. Estudem. Leiam o que diz a constituição de QUALQUER país civilizado. Esse tratamento digno com os criminosos ocorre em países como os Estados Unidos e na Europa, mas o que vocês preconizam existe no Zimbábue e na Nigéria.

Estou cheio de justiceiros que preferem viver na África do que na Suécia, desde que isso os beneficie. Tipo… os “outros” que se “ferrem”, o importante é manter meus privilégios.

Meu ponto de vista é que a civilização cobra caro a sua construção e manutenção, e o preço é entender que não se faz justiça maltratando o criminoso e nem jogando sobre ele nossas raivas e nossa indignação, carregadas de fúria cega. NENHUMA sociedade desenvolvida se consolidou sem antes passar pelo processo penoso de respeito às instituições em um esforço conjunto pela consolidação do estado de direito. Tratar com humanidade e respeito o criminoso NÃO SIGNIFICA desreconhecer a dor das vítimas, e nem MUITO MENOS perdoar os crimes por eles cometidos. Tratar com justiça não é tratar com crueldade e nem com violência.

A sociedade precisa ser pedagógica e não vingativa. Existem questões acima de qualquer debate, e entre elas estão os DIREITOS HUMANOS, que são elementos que cada um de nós carrega na essência de seu ser: não podem ser retirados por nenhuma circunstância ou contexto.”

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