Adeus

porta_aberta11

Então subitamente ela se foi, levando consigo colado ao rosto um vinco de dúvida, uma ruga de medo e um sorriso envergonhado. Fechou a porta com pressa, deixando atrás de si, trancado comigo, seu perfume de adeus. Seu cabelo cor de mel balançava ao ritmo do desejo enquanto o sol que se punha cobria de ouro seu rosto de cristal

Depois daquele último encontro nunca mais a vi, e a saudade que deixou corroi feito zinabre. Quando voltou à noite para casa jogou sobre a mesa um boa-noite surdo junto com as chaves do carro e foi direto para seu quarto sem nada dizer.

O adeus é um punhal cravado na carne.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Pensamentos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s