Sonhos e Piadas

Faz alguns dias eu sonhei que dizia uma piada no sonho que, de tão engraçada eu acordei rindo. Depois de acordado, fiquei repetindo mentalmente a piada e ainda achando graça. Voltei a dormir e quando levantei da cama encontrei meu neto se dirigindo ao nosso refeitório na “Casa Filha”. Enquanto caminhávamos em direção à cozinha eu lhe contei que havia sonhado com uma piada engraçada e queria lhe contar.

Aqui na Comuna temos o costume de perguntar os sonhos de todos, e a primeira coisa que pergunto aos meus netos é se eles tiveram algum sonho interessante que desejam contar. As histórias que eles tem me descrito ultimamente são divertidas e curiosas, ligadas aos seus sentimentos, emoções e experiências infantis. Sentei à mesa do café para contar a piada, e eis que….. PUFF. A piada desapareceu da minha memória. Branco total. Esqueci por completo, sem que restasse qualquer vestígio. Pior: percebi que ela está perdida para sempre, pois caiu no abismo obscuro do inconsciente e não há como resgatá-la. Mas eu juro, por tudo quanto é mais sagrado, que ela era muito engraçada!!!

Pois esta noite eu sonhei que estava em Varadero – Cuba, com a minha família de férias. É uma cidade que gosto muito, mas nunca fui. Curiosamente, no sonho eu estava em um restaurante que sempre frequento quando vou lá, apesar de, na verdade, nunca ter ido. Minha mesa ficava bem próxima da janela e com vista para o mar, e eu estava escrevendo um relato no meu blog, “orelhasdevidro.com”.

Enquanto escrevia, o garçom serviu o meu prato com uma quantidade enorme de comida, e quanto mais eu me demorava segurando o smartphone, mais ele servia. Foi nesse momento que eu me dei conta que ele só pararia quando eu deixasse de segurar o celular. Coloquei o aparelho ao lado do meu prato e percebi que ele estava me servindo uma comida tailandesa que o meu filho Lucas gosta muito de fazer à base de frango, pimenta e “green curry”.

Depois de algumas garfadas o garçom de gravata borboleta, muito respeitosamente, se aproximou da mesa e perguntou:

– Señor, como está el pollo?

Ainda com um pedaço de frango na boca, respondi.

– Muy bueno, pero está muerto.

Quando eu disse isso, o garçom começou a rir, o maître ao seu lado também, e imediatamente todo o restaurante se uniu em uma gargalhada uníssona. Pela janela pude ver que toda a Varadero estava rindo de forma livre, leve e espontânea, nas ruas, na praia em frente e nas janelas dos edifícios clássicos. Talvez, aí é apenas minha imaginação, a ilha de Fidel estava toda engajada nesta risada coletiva e libertadora.

Desta vez eu lembrei da piada, mas pensando bem, talvez aquela que eu esqueci deve ter sido apagada da minha memória por uma boa razão…

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