Antivaxx

Acima de 90% das pessoas que vejo expressarem posturas críticas às vacinas – ou à própria vacinação – são vacinadas e não são contrárias às vacinas. Vejo nelas uma genuína preocupação com a segurança e com os direitos humanos. Percebo nas suas manifestações uma saudável postura de confrontação e o desejo de não sucumbir ao pânico estimulado pela mídia com o objetivo de impedir que perguntas importantes sejam feitas.

Perguntas como… funcionam mesmo? Tem provas? Qual a eficácia? O que há nelas? Existem testes que garantem a segurança? Quão eficientes são? São seguras? Quais os riscos? O que dizer desses efeitos colaterais que apareceram? Eram conhecidos? Se não eram, quais novas surpresas podem aparecer? Qual o risco se eu não tomar a vacina? Se eu decidir não tomar isso coloca outras pessoas em risco? Por quê?

Em contrapartida vejo os entusiastas das vacinas adotando uma atitude alienante, dizendo coisas como “não quero saber o que elas contêm”, “não sou sommelier de vacina”, “vacinas salvam vidas”, “tomo quantas vezes me mandarem”, “tomei outras vacinas e nunca perguntei o que tinham”, expressando uma confiança cega nas promessas das empresas mais bandidas desse planeta, responsáveis por escândalos onde as mentiras, o encobrimento de mortes, o suborno e a fraude em estudos foram onipresentes. (para mais informações veja aqui)

Em uma pandemia não deveríamos permitir que as ações guiadas pelo pânico ditassem as condutas. Se é comprovado que as vacinas reduzem mortes e danos, faz sentido estimular que as pessoas façam uso delas. Entretanto, quando vejo pessoas fazendo perguntas incômodas sendo tratadas como “antivaxx” ou “terraplanistas” eu percebo que existe a intenção de destruir qualquer contraposição à “verdade oficial”. Isso parece mostrar que, exatamente por assentar-se sobre premissas frágeis, a defesa dos passaportes Gulags, exclusões e vacinações mandatórias não suporta contestação.

Na idade média as perguntas sobre geocentrismo, a virgindade de Maria ou a natureza do Espírito eram tratadas da mesma forma: como heresia, exatamente porque não havia respostas adequadas a dar. Do crente era exigido apenas fé e obediência. A pena para uma atitude contestatória naquela época poderia ser a morte na fogueira; hoje em dia aplicamos a sentença de humilhação pública e cancelamento.

O mesmo eu vi durante 35 anos atendendo partos. Quem ousasse questionar a atenção medicocentrada e hospitalar ao parto seria tratado como herege e traidor, e seria perseguido pelo crime de fazer perguntas incômodas.

É tempo de aceitar o ceticismo das pessoas como uma atitude saudável, necessária, justa e compreensível. Ofender os adversários por cometerem o crime de perguntar não vai ajudar ninguém a sair dessa pandemia.

Deixe um comentário

Arquivado em Medicina

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s