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Liberdade, valor maior

Desculpe se isso soar antipático, eu concordo com a frase, mas não com seu contexto. Sim, eu acho a liberdade um valor superior à vida. Se a vida fosse superior à liberdade nenhuma revolução teria acontecido, pois todas as lutas humanas por liberdade ocorreram às custas das vidas de muitos mártires. Não fosse pelas lutas daqueles que lutaram pela liberdade e pelo fim da opressão e ainda estaríamos vivendo no feudalismo, divididos entre senhores e vassalos. Afinal, quem se arriscaria a morrer lutando contra esse sistema arriscando a própria existência?

Existem, sim, lutas que são superiores à nossa vida particular. São temas tão importantes para a humanidade que valem a pena o risco que se corre, até de perder a vida. A luta contra a opressão sempre ocorre no limite da nossa própria segurança.

E eu NÃO estou me referindo ao contexto da fala do ministro. Não quero debater o tema da obrigatoriedade ou dos passaportes aqui, mas estou falando em tese: existem lutas que são mais importantes que a nossa vida pessoal. Aceitar que viver é mais importante do que lutar contra a escravidão e a opressão é aceitar que nossa mera existência biológica é superior aquilo que nos torna humanos: a pulsão pela liberdade.

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Antivaxx

Acima de 90% das pessoas que vejo expressarem posturas críticas às vacinas – ou à própria vacinação – são vacinadas e não são contrárias às vacinas. Vejo nelas uma genuína preocupação com a segurança e com os direitos humanos. Percebo nas suas manifestações uma saudável postura de confrontação e o desejo de não sucumbir ao pânico estimulado pela mídia com o objetivo de impedir que perguntas importantes sejam feitas.

Perguntas como… funcionam mesmo? Tem provas? Qual a eficácia? O que há nelas? Existem testes que garantem a segurança? Quão eficientes são? São seguras? Quais os riscos? O que dizer desses efeitos colaterais que apareceram? Eram conhecidos? Se não eram, quais novas surpresas podem aparecer? Qual o risco se eu não tomar a vacina? Se eu decidir não tomar isso coloca outras pessoas em risco? Por quê?

Em contrapartida vejo os entusiastas das vacinas adotando uma atitude alienante, dizendo coisas como “não quero saber o que elas contêm”, “não sou sommelier de vacina”, “vacinas salvam vidas”, “tomo quantas vezes me mandarem”, “tomei outras vacinas e nunca perguntei o que tinham”, expressando uma confiança cega nas promessas das empresas mais bandidas desse planeta, responsáveis por escândalos onde as mentiras, o encobrimento de mortes, o suborno e a fraude em estudos foram onipresentes. (para mais informações veja aqui)

Em uma pandemia não deveríamos permitir que as ações guiadas pelo pânico ditassem as condutas. Se é comprovado que as vacinas reduzem mortes e danos, faz sentido estimular que as pessoas façam uso delas. Entretanto, quando vejo pessoas fazendo perguntas incômodas sendo tratadas como “antivaxx” ou “terraplanistas” eu percebo que existe a intenção de destruir qualquer contraposição à “verdade oficial”. Isso parece mostrar que, exatamente por assentar-se sobre premissas frágeis, a defesa dos passaportes Gulags, exclusões e vacinações mandatórias não suporta contestação.

Na idade média as perguntas sobre geocentrismo, a virgindade de Maria ou a natureza do Espírito eram tratadas da mesma forma: como heresia, exatamente porque não havia respostas adequadas a dar. Do crente era exigido apenas fé e obediência. A pena para uma atitude contestatória naquela época poderia ser a morte na fogueira; hoje em dia aplicamos a sentença de humilhação pública e cancelamento.

O mesmo eu vi durante 35 anos atendendo partos. Quem ousasse questionar a atenção medicocentrada e hospitalar ao parto seria tratado como herege e traidor, e seria perseguido pelo crime de fazer perguntas incômodas.

É tempo de aceitar o ceticismo das pessoas como uma atitude saudável, necessária, justa e compreensível. Ofender os adversários por cometerem o crime de perguntar não vai ajudar ninguém a sair dessa pandemia.

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