Sionismo colorido

Quem fica muito ligado nas redes sociais mais politizadas – com menos selfie e fotos de pratos em restaurante – deve ter percebido a avalanche de publicidade sionista que tomou conta das “timelines” de todo mundo. Trata-se de material cujo objetivo é desviar a atenção do massacre contra o povo palestino perpetrado pela ocupação sionista. A tática é, na verdade, bem conhecida. Realizam-se ataques ao islamismo, ao Irã, aos jornalistas, à ONU, à Francesca Albanese e, nos últimos tempos, aos humanistas da “undécima hora”, os convertidos que não querem deixar o apoio ao genocídio como legado e querem desligar sua imagem do governo assassino de Israel. O objetivo é criar a ideia de que existe uma ameaça muçulmana contra o ocidente, que os palestinos estão fingindo suas mortes ou que aqueles que acusam Israel são, na verdade, antissemitas.

Entre os alvos principais estão Tucker Carlson, Candace Owens, Jackson Hincle e até Piers Morgan, que se rendeu às evidencias de crime contra a humanidade. Todos estes são conservadores, “MAGA arrependidos”, que estão cansados de apoiar um governo responsável pelas mortes de milhares de crianças, mulheres e jovens palestinos. Isso sem falar nas personalidades judias que há muitos anos se opõem à barbarie de Israel na faixa de Gaza e na Cisjordânia. Entre eles Noam Chomsky, Norman Finkelstein, Miko Peled, Max Blumenthal, Gideon Levi e tantos outros. Agira suas vozes são desmerecidas e silenciadas, mas o montante de evidências é tao gritante que não há mais como esconder o volume de corpos e os gritos de dor do povo palestino.

A máquina de propaganda sionista – Hasbara – trouxe um comandante brasileiro das forças sionistas para fazer propaganda de Israel no Brasil. Sua fala é puro negacionismo, como se não houvesse provas contundentes das execuções, da morte intencional de crianças, inclusive com o depoimento dos líderes políticos da nação a favor do completo extermínio da população de Gaza – seja de fome ou na bala. Sua fala nas redes sociais é patética.

A imagem de Israel está destruída. O isolamento foi inclusive reconhecido por J. D. Vance, ao afirmar que os Estados Unidos é o único país do mundo que ainda apoia Israel. Mesmo que de forma pouco contundente, ao meu ver, os países todos estão se afastando da imagem criminosa de Israel, procurando se distanciar dos crimes e do genocídio que ocorre na Palestina. Entretanto, ainda é preciso muito mais. O Brasil precisa adotar a postura firme de romper definitivamente com Israel. Discursos inflamafos do presidente usando palavras duras, são insuficientes. Israel vai cair pelo sufocamento produzido pelas nações do mundo inteiro. Os Estados Unidos não vão aguentar serem controlados pelo dinheiro de Israel por meio do AIPAC, usado para comprar políticos. Isso vai acabar.

Isso precisa acabar.

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