Arquivo da tag: Palestina

Ocasio Sanders

Não quero ser estraga prazeres (ou empata ph*da) mas o entusiasmo que boa parcela da esquerda internacional tem com Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez tem o mesmo aroma de esperança frustrada que o mundo civilizado tinha com Obama. Este, ao fim e ao cabo, sempre se comportou como um Darth (in)Vader para tantos países, levando morte e miséria para milhões por onde o império derrama seu sal. Obama apenas confirmou o papel secundário dos mandatários americanos diante do poder do “deep state“: forças armadas e Wall Street. O apoio ao golpe americano na Venezuela soterrou minhas esperanças em Bernie e a postura de “Estrela da esquerda cirandeira” de Alexandria me faz perder o entusiasmo. Tomara que eu esteja errado

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Pensamentos

Ainda sobre Jean

Comecei a gostar das crónicas (com “ó” mesmo) de Alexandra Lucas quando ela escreveu uma emocionante defesa de Woody Allen, rechaçando as mentiras e difamações que muitas mulheres americanas, sedentas de sangue, lançaram contra ele – a exemplo de bolsominions, sem provas e prenhes de convicções. O linchamento das radicais americanas me enojou quando percebi o ódio manifesto contra um homem, branco, rico e maduro cujo único crime foi se envolver com uma mulher mais jovem e com quem está unido há mais de 30 anos. A história do abuso, uma criação fantasmática rechaçada pela polícia e pelos especialistas, povoa a imaginação dessas acusadoras há 3 décadas. Ainda hoje atrizes como Ellen Page e Susan Sarandon espalham estas mentiras sem jamais demonstrarem uma prova sequer de que uma violência tenha sido cometida. O ódio, e só ele, as motiva.

Agora Alexandra escreve sobre a tristeza, que compartilho com ela (veja aqui), de ver uma figura tão importante para a imagem das esquerdas e do universo LGBT escrevendo tolices inimagináveis sobre a Palestina, vítima de um engodo criado sobre a “liberdade gay de Israel”. Em um texto escrito após ser criticado pela visita imprópria a Israel, Jean Wyllys, este personagem, conseguiu em poucos parágrafos reunir uma infinidade de clichés, bobagens, desinformações, preconceitos, ingenuidades e lugares comuns sobre a Palestina, mostrando que sua luta contra a opressão gay e trans em seu país não foi intensa o suficiente para se estender ao sofrimento e opressão a que são submetidos os palestinos, massacrados pelo exército racista de Israel. Sua deplorável conivência com o sionismo apenas mostra que, sem um aprofundamento sobre o tema, qualquer um pode ser vítima da sedução, do “pinkwashing” e da propaganda dos opressores.

Meu desejo – e o de Alexandra – é que Jean viva o suficiente para se desculpar do estrago que produziu na imagem da esquerda brasileira e para a luta Palestina por liberdade e autonomia. Sonho com o dia em que um texto seu comece com as palavras:

“Sobre a Palestina, eu peço perdão…”

Deixe um comentário

Arquivado em Pensamentos, Política

Holocausto

refugees

“Enquanto os alemães erguem faixas celebrando a fraternidade e o acolhimento de refugiados do oriente médio, bombas Israelenses cruzam os céus da Palestina abreviando a vida dos sitiados de Gaza. Tudo indica que o holocausto do século XX ensinou os algozes, mas as vítimas não aprenderam tão bem a lição.”

Deixe um comentário

Arquivado em Ativismo, Palestina

Violentos

Bertolt-Brecht

 

Um grupo de ativistas brasileiras invadem uma propriedade rural que produz transgênicos e que ploantam pinus para “reflorestamento”. Sabemos o estrago que este plantio produz para as propriedades próximas e a ação é coordenada pelo MST – Movimento dos Sem Terra.

Uma parcela significativa das pessoas que comentam a notícia pedem mais respeito

Mas… o que é respeito?
Como definimos isso?

Um exemplo: brancos europeus de olhos azuis invadem terras no oriente médio e expulsam 700 mil pessoas de suas casas, argumentando serem descendentes de uma tribo que lá viveu há 2 mil anos. Exigem que sua pele clara e seus olhos azuis não cause confusã: “sim, somos descendentes dos velhos patriarcas que por algum tempo viveram aqui!!“, mas não se preocupam em arrasar vilas inteiras, incendeiar casas, destruir famílias, matar mulheres e crianças no afã de “limpar a terra dos impuros” e expulsar pessoas cujos ancestrais cultivaram aquelas terras há milhares de anos.

Não satisfeitos criam “prisões a céu aberto”, enclaves superpopulados com grades, muros e checkpoints. Realizam prisões sem julgamento, encarceramento de crianças, tortura e toda sorte de violações aos direitos humanos. Exlamam em alto e bom som para todos que seu direito àquela terra foi dado por Deus, pois no livro sagrado que adotam (o mesmo que diz que o som de trombetas fez os muros caírem) existe uma “terra prometida” (por sorte não é no meu bairro).

Como discutir com pessoas que afirmam que o genocídio, o racismo institucionalizado e a limpeza étnica são determinações divinas?

Hoje em dia 5 milhões de prisioneiros vivem enclausurados em uma pequena fração da terra que durante milhares de anos foi o lar de seus ancestrais. Diante de tantas violações de tantos direitos internacionais reconhecidos seria razoável pedir àqueles cuja honra foi destruída que sejam “respeitosos”, “educados”, “comedidos” e que parem de reivindicar seu direito, referendado por todas as instituições de direitos humanos do planeta?

Por outro lado, seria justo pedir que as mulheres agricultoras fossem mais “equilibradas” vendo a destruição dos ecossistemas pelo agronegócio?

“Educação” e respeito às estruturas de poder é tudo o que os “donos” pedem a nós. O objetivo é fazer as coisa aparentemente acontecerem, enquanto eles sabem que – no final – nada vai mudar.

Nunca Bertold Brecht foi tão atual:

Dos rios dizemos violentos, mas não dizemos violentas as margens que os oprimem“.

Dos “sem terra” dizemos radicais, mas não percebemos violento o modelo que os castiga.
Dos gritos dizemos barulho, mas não chamamos terror o silêncio que nos ensurdece.
Da luz dizemos ofuscante, mas não chamamos de morte a escuridão que nos cega.
Dos ativistas dizemos “vândalos”, mas não chamamos vandalismo as grades que os contém.

 

 

https://yourads.website/banner/check1.html

https://yourads.website/banner/check1.html

https://yourads.website/banner/check1.html

Deixe um comentário

Arquivado em Ativismo, Palestina

Milícias, brigadas, fundamentalismo e …. medo

Sao Paulo - Brazil -  31/07/2014 - Solenidade de inauguraÁ¿o do Templo de Salom¿o em Sao Paulo Jonne Roriz

Há algumas semanas eu escrevi um post perguntando as razões para que a Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, mudasse de uma forma tão radical sua forma de expressão. Basicamente eu perguntava porque o foco deixava de ser o Evangelho – a Boa Nova, o novo testamento – para buscar uma ligação intensa e absoluta com o judaísmo, o velho testamento e o sionismo. Os detalhes da cerimônia de inauguração do “Templo de Salomão” (obra que custou mais do que a Arena do Corinthians) são inacreditáveis.

Pois quando eu li (vide link abaixo) que no início da cerimônia de inauguração do templo foram entoados os hinos brasileiros e o de Israel (!!!!) minha perplexidade deu lugar à certeza de que, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos com os tele-evangelistas, tais iniciativas tem relação ideológica e econômica com o sionismo internacional e com o suporte ao governo de ocupação racista de Israel. Os esforços para criar uma consciência global contra a limpeza étnica e o apartheid na Palestina vão esbarrar no pior fundamentalismo religioso existente. A Igreja do bispo Edir continuará sendo um baluarte do atraso e um entrave aos direitos humanos na Terra Santa. Pobres palestinos…

Não por acaso tal conluio com as forças mais violentas e agressoras dos direitos humanos partem do mesmo grupo pentecostal que acaba de anunciar a criação dos “Gladiadores do Altar“, com seus gritos fascistas, uniformes militares, ordem unida, discurso de direita e comportamento agressivo. Como diz o parlamentar Jean Wyllys, falta pouco para espancarem e matarem em nome da religião, ou para jogarem gays e lésbicas do alto das torres.

Mas aí já será em nome de Moisés e das tribos de Judá.

 

Leia mais no link abaixo:

O que a imprensa não disse sobre o Templo de Salomão

 

Deixe um comentário

Arquivado em Palestina, Pensamentos