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Hasbara, nova fase

Nas redes sociais continuam sendo disseminados argumentos alinhados ao sionismo liberal, principalmente agora, quando não há mais como esconder o horror e a matança patrocinada pelos sionistas. Entretanto, fica muito claro que esse discurso não cola mais. Todo mundo já sabe que essa é a tática do sionismo internacional por meio da nova fase da Hasbara. Os colonos, em especial a elite ashkenazi, são os principais porta-vozes dessa narrativa. Estes são os colonos europeus – em especial do leste – que se especializaram em roubar terras palestinas financiaram o colonialismo europeu no Oriente Médio, nada muito diferente do que foi feito pelos franceses na Argélia ou pelos Portugueses em Angola.

Cabe a nós, a esquerda consciente, dizer “chega!!” para esses argumentos requentados, que tratam toda crítica ao terror israelenses como antissemitismo; ninguém mais aceita cair nessas armadilhas, em especial quando vem daqueles que nunca derramaram uma lágrima sequer pelas crianças de Gaza e da Cisjordânia e, pior ainda, culparam a resistência Palestina e o Hamas pelas mortes causadas pelo opressor.

E sim, cada vez que um sionista é morto em batalha ficamos mais próximos da paz, até porque ele deixará de matar dezenas de crianças palestinas e Israel perceberá que será varrida do mapa pelo resto do mundo se continuar seu governo de terror. Os sionistas liberais precisam “mudar o lado do disco”, pois ninguém mais aceita o discurso batido do “Netanyahu maldito”, ou criticar Ben Gvir ou Moshe Feiglin como se a culpa fosse somente deles ou da extrema direita supremacista, quando 90% da população de judeus israelenses apoia o massacre – e ainda acha que foi pouco. É a cultura supremacista e assassina que precisa ser combatida e extirpada do planeta. Para que sobrevenha uma palestina livre, com judeus, muçulmanos e cristãos vivendo em paz, como era antes da chegada dos branquinhos askenazis.

O governo de Israel é realmente o governo da extorsão, do terrorismo, do Mossad, das Torres Gêmeas, do Wainstein e do Epstein, com sua contumaz política de extorsão e de propina oferecida aos políticos americanos. Só esse tipo de poder pode explicar como 2% da população americana controlam os outros 98%. E isso nada tem a ver com a população judaica, mas com os sionistas que controlam as finanças e a mídia americanas, a ponto de criarem uma vertente bíblica falsa que produziu a escumalha dos cristãos sionistas.

E não adianta nos chamar de antissemitas. Entre nossos maiores ídolos estão inúmeros judeus. Aqui uma lista deles:

Marx
Freud
Einstein
Chomsky
Max Blumenthal
Schlomo Sand
Norman Finkelstein
Primo Levi
Owen Jones
Miko Peled
Gideon Levi

… e muitos outros nobres judeus que lutam contra a opressão na Palestina

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O Levante de Gaza

Existem fatos cuja grandiosidade não é facilmente perceptível no momento em que ocorrem. Muitas vezes apenas o tempo, com seu sopro incansável, é capaz de lapidar os eventos e mostrar sua importância real. Por esta razão, não há dúvida que os livros de história contarão os acontecimentos de 7 de outubro de 2023 por uma perspectiva completamente distinta daquela que temos hoje. Como poderia ser diferente se temos a informação controlada pelas grandes corporações? Nosso jornalismo é colonizado pelos interesses imperialistas, impedindo que vejamos a realidade do que em realidade ocorreu. Todas as grandes empresas de comunicação do ocidente são francamente sionistas ou controladas por pessoas com laços econômicos com os Estados Unidos ou Israel, o que nos oferece uma perspectiva claramente facciosa dos fatos daquele dia. Só o tempo poderá desfazer a rede complexa de mentiras criadas para disfarçar os crimes horrendos do imperialismo contra os povos subjugados.

Entretanto, mesmo com as informações mentirosas que surgiram, descrevendo atrocidades contra os israelenses que festejavam ao lado do campo de concentração de Gaza – os abusos sexuais, as decapitações, as pessoas incineradas – ainda assim foi possível enxergar a verdade por trás destas versões falsificadas. Até a imprensa israelense foi obrigada a reconhecer as ações criminosas do seu exército e a insanidade da “diretriz Hannibal”, que sacrificou seus próprios cidadãos no intento de matar palestinos e evitar o aprisionamento de reféns. Entretanto, o futuro nos permitirá ver em perspectiva o “Levante de Gaza”, que estabeleceu um basta definitivo da população encarcerada da Palestina sobre os abusos dos invasores sionistas. Esta data será lembrada por gerações como o grito de liberdade de um povo subjugado há 76 anos pelas nações imperialistas, em especial os sionistas e os Estados Unidos.

Mas terão os palestinos, libaneses , iraquianos, iemenitas força para deter o exército tecnológico de Israel? Ora, quando dizem que o poder de fogo de Israel é invencível, nutrido pelos Estados Unidos que, por sua vez, é a maior força bélica do planeta, e que o Hamas e o Hezbollah serão aniquilados mais cedo ou mais tarde, é necessário lembrar o que ocorreu na Coreia Popular nos anos 50, no Vietnã nos anos 70 e há poucos meses no Afeganistão. Inobstante a disparidade incalculável de forças entre o exército imperialista e as forças de resistência, o resultado foi o mesmo: a vitória daqueles que lutavam pela liberdade e pela independência do seu povo. Portanto, a diferença de poder de fogo, apesar de imensa, não foi a determinante em longo prazo; as forças libertárias, mesmo que às custas de enormes sacrifícios, acabaram sempre vencendo no final.

Assim, por mais que Israel tenha apoio irrestrito do Império, a queda do regime sionista – racista, supremacista, teocrático, opressor e excludente – é uma questão de tempo. Mesmo que ocorresse algo improvável, como a derrota completa das forças resistentes do Líbano, Palestina, Síria, Iêmen, Irã e Iraque e todos os grupos que lhes dão suporte, ainda assim a imagem de Israel está profundamente deteriorada na percepção da população do mundo inteiro. As manifestações que denunciam os massacres covardes dos sionistas, contra crianças, mulheres, jornalistas, médicos, enfermeiras numa matança jamais vista no século XXI (e que nos faz lembrar dos horrores nazistas) deixaram claro que o planeta inteiro não aceitará mais a existência de um país que faz do racismo institucional seu principal cimento social.

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O horror sionista deixou uma marca indelével na memória de todos, que hoje em dia rejeita de forma clara a ideia de um “povo escolhido”. Por que razão o Criador escolheria como seu povo predileto aquele capaz de ações demoníacas, que contrariam todas as ideias de fraternidade e que aviltam a noção de civilização? O mundo não vai acordar amanhã esquecendo os horrores e a desumanidade promovidos pelos sionistas de Israel, e não há “hasbara” (propaganda sionista) forte o suficiente para produzir uma amnésia da barbárie contra a população civil que ocorre há 1 ano em Gaza, na Cisjordânia e no Líbano. Portanto, nos anos vindouros o 7 de outubro será celebrado como o grande “uprising”, o “levante da Palestina”, o marco inicial da liberdade do povo que durante mais de sete décadas lutou contra um sistema opressivo, violento, injusto, racista e imoral. Será uma vitória importante das nações insurgentes contra o imperialismo brutal e assassino, um exemplo de coragem para todas as nações que buscam sua independência e sua autonomia. Essa dívida todos teremos com o povo palestino. Sua força e sua coragem, seu sacrifício e sua resiliência serão exemplo para todas as gerações vindouras.

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Arquivado em Causa Operária, Palestina