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Muito Mais Agressividade

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MMA não me parece esporte, por nenhum ângulo que eu procure observar. Para mim é apenas um processo contra-civilizatório típico da permissividade contemporânea de uma sociedade histérica. Não esqueçam que o boxe, com sua fidalguia, suas regras, luvas, protetores e protocolos foi exatamente o processo civilizador aplicado à pancadaria. Agora achamos que isso é bobagem e que o que vale mesmo é a carnificina, o sangue, a dor, o desmaio, a concussão cerebral, os narizes quebrados e as lesões cerebrais destrutivas e insidiosas. Sem capas, sem véus; a dor explícita e o sangue rubro, brilhante e verdadeiro jorrando na cara de uma turba ávida de violência explícita. Os gladiadores modernos entregando sua vida por instantes fugazes de glória encontram no caminho frustração, dor e martírio. Todavia, jamais perdem a esperança de vestir o cinturão cobiçado.

Para além das incapacitações permanentes não são poucos os casos de morte pela prática de esportes de luta. A regra é ficar no limite máximo do peso da categoria. Imediatamente após a pesagem volta-se a comer (e se come no máximo tolerável) o que causa a curiosa situação de que TODOS os lutadores estão fora do peso no dia da luta. Para uma boa ideia do absurdo desse sistema, vide aqui.

As injeções de diuréticos e as desidratações forçadas antes das lutas já mataram muitos lutadores. Isso lembra o filme “They shoot horses, don’t they?” e os bizarros concursos de dança nos anos 30, onde os casais dançavam sem parar até literalmente caírem de exaustão, pela oportunidade de ganhar um prêmio em dinheiro em uma época de profunda depressão econômica.  

Eles matam cavalos, não?

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Um fato interessante aconteceu no mundo das lutas, em especial no Boxe, mas que pode produzir uma reflexão interessante sobre parto, e em especial a segurança relacionada à sua condução. A Federação de Boxe deliberou que a partir da próxima Olimpíada não mais serão usados os capacetes especiais acolchoados dos lutadores. A razão? Boxeadores com capacetes tinham o DOBRO (ou mais, me corrijam) de lesões cerebrais quando comparados àqueles que lutavam sem capacete.

Como? Não entendi…

Exato. O uso do capacete estava relacionado com muito mais lesões pois o capacete oferece uma falsa sensação de segurança. Desta forma os lutadores usavam menos técnicas de autoproteção. Isto é: eles levam mais socos e trombadas pois se preocupam menos em proteger a cabeça. Os pequenos traumatismos constantes acabavam por produzir lesões em maior quantidade do que quando o capacete não era usado.

Retirar algo que aparentemente protege gera mais segurança e proteção!!!

Pense agora nos hospitais e o abuso de cesarianas. O hospital parece proteger, mas quando se “retira” o hospital da assistência não aumentam drasticamente os problemas, na medida em que as pessoas passam a não se comportar de forma temerária (ocitocina exógena, confinamento ao leito, analgesia, amniotomias, monitorização eletrônica, etc.). Isso ficou muito claro no “Place of Birth” (Inglaterra, 2012) e suas repercussões no NICE (National Institute of Care Excellence) e no último estudo da MANA (Midwives Alliance of North America).

O resultado é que sem o “capacete institucional” altera-se o comportamento dos atendentes. Mudam os valores, muda a “psicosfera” e modificam-se as condutas. E os resultados são igualmente bons, mas com maior satisfação por parte das mulheres.

Faz sentido para vocês?

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