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Bruxas?

“Era uma vez, quando a Líbia (“Viemos, vimos, ele morreu”) oferecia ao mundo espetáculo imperialista humanitário sangrento estrelado pelas Três Hárpias Norte-americanas: Hillary Clinton, Samantha Power e Susan Rice, de fato quatro, caso se inclua a mentora e alma mater de Hillary, Madeleine Albright.” Crônica de Pepe Escobar no blog do Alok.

Pois vejam só… a grande ameaça para o resto do mundo com a possível vitória do senil Joe Biden se concentra em 4 mulheres poderosas, Senhoras da Guerra, frias comandantes do Imperialismo Americano mais abjeto e belicoso. Foram elas as responsáveis pela destruição de países inteiros no Oriente Médio, África e Ásia. E não há nada na figura de Kamala Harris – cria das poderosas Big Techs americanas – que nos dê esperança em um planeta mais fraterno e mais cooperativo. Em suma, mais “feminino”.

Não faz mal lembrar que a última guerra em que a América Latina esteve envolvida foi conduzida e liderada por uma mulher. Sim, Margareth Thatcher, além de ter jogado o mundo na espiral destrutiva do neoliberalismo, foi protagonista da última incursão bélica do primeiro mundo na parte de baixo do Equador.

Digo isso porque confio na tese de que “A Revolução será feminista ou não será”, mas com isso deixo claro que a simples entrada das mulheres na política não permite que esse modelo seja modificado. Uso para isso a minha experiência com o parto: a entrada das mulheres não deixou o parto mais feminino, mas deixou as obstetras mais masculinas. Eu canso de dizer que não existe nenhuma diferença moral ou intelectual entre homens e mulheres, brancos, negros, indígenas, amarelos e mistos, gays e héteros, e que estas diferenças são determinadas pelos sistemas e pelos contextos, jamais pela essência. Portanto, de nada adianta apostarmos nas aparências sem levarmos em conta o âmago – por vezes invisível – das lutas e anseios que habita aqueles corpos.

Conhecemos muito bem como a escolha por uma mulher apenas por seu gênero pode ser desastrosa. Mais salientes do que os dotes de sua biologia ou sua identidade sexual deverão estar seus compromissos com a equidade de gênero, o fim da violência contra as mulheres, o término da velada violência obstétrica, o rechaço ao punitivismo, ao racismo e ao sexismo de todas as formas, além de um compromisso com a construção de uma nova sociedade baseada na fraternidade e não mais na competição e na guerra.

Nossa experiência recente com Joice, Bia, Winter, Zambelli, Ana Amélia e tantas parlamentares ligadas aos valores conservadores nos prova que, mais do que ser mulher, é preciso levar a bandeira feminista da equidade e da paz.

Por mais bruxas e menos harpias.

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Biden x Trump

Disso não tenho dúvida: Trump é um boquirroto, megalomaníaco, arrogante e psicopata mas, ainda assim, o mundo estaria MUITO pior se Hilary estivesse à frente da maior potência mundial. Ela sempre demonstrou – enquanto chanceler americana – que tinha interesses muito mais abrangentes no Oriente Médio e Afeganistão, não importando quantas vidas seriam sacrificadas.

Os democratas no poder – veja-se o queridinho Obama, um verdadeiro criminoso de guerra – são muito mais violentos e imperialistas. Obama bombardeou covardemente SETE países durante sua presidência, sendo o responsável por milhões de mortes, flagelos, assassinatos de mulheres e crianças e pelo retorno da escravidão à Líbia. Biden, que dá sinais inequívocos de senilidade, será um fácil joguete nas mãos da indústria armamentista e o candidato que mais pode aproximar o mundo de uma hecatombe nuclear.

Paradoxalmente, o Brasil pode se beneficiar da vitória de Biden apenas porque cortará os laços do Brasil com a dinastia Trump. Figuras como Eduardo Bananinha ficarão sem o amparo dos patrões americanos. Porém, a Venezuela ficará ainda mais em risco, porque é óbvio o antagonismo desses imperialistas contra países que assumem posições soberanas e autônomas em desafio ao poder central do Império. Cuba, igualmente, deverá receber um reforço das sanções que impedem seu pleno desenvolvimento.

Por questões meramente locais – o desamparo de um genocida e psicopata na presidência do Brasil – eu prefiro que as previsões se cumpram e que Trump seja derrotado. Espero que essa derrota da extrema direita fascista produza uma nova onda de democracia e respeito às leis. Mas, a vitória de Biden deverá deixar o mundo inteiro em alerta. Sabemos muito bem o que a perversão do capitalismo é capaz de produzir de destruição, opressão e morte.

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