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Bad choices

That’s how Americans can be stupid to their bones. That would be the same if, to fight Bolsonaro, we decide to compliment Temer.

You must be kidding. For sure Trump is a psychopath and unfit for the presidency, but Obama is one of the most prominent killers and murderers of the White House. SEVEN countries heavily bombed during his time as “commander in chief”. Thousands of women and children killed in search for cheap oil. Entire countries like Iraq (where he continued and maintained the warfare), Libia, Yemen, Syria, Afghanistan and many others were turned into ashes. Millions of lives were destroyed.

So the fact that he didn’t cheat on his wife (and you don’t really know if that is true) make him a good president? Seriously? So…. keep in mind that a month ago Jerry Falwell was such a noble and devoted Christian.

Obama was a total failure if we consider his weakness to stop the Empire to destroy lives, countries and the idea of a peaceful world.

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Psicopatia

Eu acho que Bolsonaro é um psicopata e seus filhos também, mas igualmente reconheço que usar essa particularidade – um diagnóstico médico asséptico – como explicação para o que temos agora é pura tolice. Nunca é tarde para lembrar que Bolsonaro é um SINTOMA social, a agudização de uma doença crônica da sociedade, o racismo pervasivo na cultura e o preconceito de classe levando ao despertar do fascismo – que dormia silencioso desde o fracasso da ditadura.

Ao eliminar-se a figura pública do Bolsonaro NÃO decorre o fim das forças que o colocaram no poder. Surgirá a necessidade por parte dessa enorme parcela fascista e racista da sociedade para encontrar um ícone que galvanize seus ideais e sua perspectiva de mundo. E não são poucos os que desejam este posto.

Culpar Bolsonaro et caterva pelo desgoverno atual é apenas parte da solução. Mais importante é combater os golpistas que moram no condomínio, os milicos extremistas anticomunistas, os empresários que os sustentam e a parte deteriorada da sociedade que despreza a democracia e clama pela volta do horror, das torturas, da violência policial e do silenciamento das vozes dissonantes.

Estudo que rotulam o comportamento de Bolsonaro como típico de psicopatas em nada auxiliam na cura do problema social que Bolsonaro representa. Sinto que, a exemplo da Alemanha em meados do século XX, somente uma gigantesca tragédia será capaz de eliminar essa mancha escravagista da sociedade brasileira.

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Inveja

Vadzê que você não morre de inveja de alguém que ultrapassa os limites todos os dias e cada vez que o faz se sente mais poderoso? Imagine se você pudesse mentir indefinidamente e ninguém pudesse lhe contestar. Pense o gozo espetacular de ofender, atacar, burlar, manipular, perseguir seus desafetos, sabendo que os que possuem a competência de lhe vigiar se limitam a fazer muxoxos ou escrever notas de repúdio. E se todos os seus adversários se acovardam diante dos cães que lhe circundam?

Deve ser uma sensação especial poder fazer tudo o que quiser, cometer dezenas de crimes de responsabilidade, além de vários crimes comuns e nada lhe acontecer, porque você tem os guardas ao seu lado.

Para um poder extremo uma tensão igualmente intensa. O poder extremado enlouquece e mata. Gore Vidal no seu livro sobre os césares – os homens com maior concentração de poder da nossa civilização – mostrou que dos doze que assumiram o poder em Roma apenas dois não sucumbiram à loucura e à perversão.

Assim como ocorreu com outros tiranos e inimigos da vida, esse que ora nos aflige um dia passará. Assim como Hitler, Mussolini e Pol Pot este também verá que o abuso de poder cobra um preço bem alto.

Eu aposto como ainda veremos nossos projetos de ditador virados de cabeça para baixo….

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Humanidade

Quando dona Marisa morreu, o ministro todo-poderoso do STF Gilmar Mendes ligou para Lula e chorou ao falar com ele. Foi nesse momento que Gilmar se deu conta do grande erro que havia cometido. No enterro da esposa de Lula estavam presentes todos os oponentes políticos do ex-presidente, de Sarney a FHC. A morte nos iguala e, de uma certa forma, nos humaniza. A tristeza por uma grande perda nos une e congrega.

Lembro agora da confraternização de Natal entre os soldados ingleses e alemães emergindo das trincheiras lamacentas para celebrar a esperança no fim da guerra. Naqueles momentos eles se sentiam todos iguais, a despeito de suas fardas, suas armas, suas diferenças e suas visões de mundo. Ali, em meio à barbárie, brotava a flor tímida da humanidade, em meio aos escombros de uma guerra brutal.

Quando ocorreu o desastre da Boate Kiss, Dilma chorou, abandonou às pressas um encontro no exterior e foi oferecer sua solidariedade às vítimas. Também chorou na tragédia de Realengo, assim como tantos outros estadistas hoje igualmente choram ao anunciar as mortes pela pandemia do Corona. Bolsonaro limita-se a produzir risadas histriônicas de sua claque ao dizer “E daí?”.

Bolsonaro disse que Dilma deveria sair, “de câncer, de infarto, de qualquer forma”. Sequer o seu sofrimento como sobrevivente de um câncer, ou o seu martírio como torturada pela ditadura, produziram nele uma simples atitude de respeito. Pior ainda; exaltou o torturador responsável pelas atrocidades cometidas contra ela. Agora, em nenhum momento surgiu deste homem qualquer sinal de compaixão diante das mortes pelo Covid19. Nem mesmo uma palavra de conforto ou de empatia; apenas desprezo e escárnio.

Não se trata de acreditar que Bolsonaro é “direto”, “grosso”, “verdadeiro” ou “sincero”. Não, ele é apenas a negação da vida, a rejeição aos valores humanos e a exaltação do fanatismo mitômano.

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O ódio

O texto de uma defensora de Bolsonaro – médica da minha cidade, de uns 60 e poucos anos – atacando uma crônica de Marta de Medeiros (“Salvos pelo Atraso” – Jornal Zero Hora, 22/02/20) nos ajuda a entender os intrincados mecanismos de ódio presentes no psiquismo dos (e das) bolsonaristas e outros elementos da extrema direita que saiu do armário a partir dos movimentos de 2013.

A manifestação raivosa e ultrajada parte de uma perspectiva típica de classe média alta, centrada sua na visão particular e elitista de mundo, sem considerar que esta parcela – ou bolha – na qual circulam neste país não soma mais do que 20% da nossa população. Chama à atenção igualmente o uso dos velhos chavões com os quais acusam o ex-presidente Lula, chamando-o de “cachaceiro”, “ladrão”, “semialfabetizado”. Não se furta de repetir as fake news que falam do envio de dinheiro para países marcadamente de esquerda, como Cuba e Venezuela – mesmo depois que estas notícias plantadas pelos robôs da direita foram clara e amplamente desmentidas pela auditoria contratada pelo próprio governo atual.

As agressões à “presidentA” (é assim que se referem a ela) Dilma também seguem o mesmo roteiro de ofensas sem sentido (sim, é possível estocar a energia dos ventos) e uma combinação de misoginia com o clássico preconceito de classe. Como aceitar que uma mulher honesta seja representante de um país e tenha a audácia de pensar nos desfavorecidos? Inadmissível…

No fundo, o que sempre transparece é o desprezo pelo pobre e pelo negro. O nojo dessa classe pelo próprio brasileiro, pela nossa cor mestiça, pela nossa arte, nossas festas, nossos personagens, nossa música e nossa cara. Desprezam o carnaval exatamente por ser uma festa de “vagabundos”, sem entender a profunda vinculação do nosso povo com esta festa e a enorme quantidade de trabalho e renda que ele representa para milhões de pessoas.

O drama se faz agudo e histérico porque esses sujeitos brancos se sentem ameaçados por esta “nação mulata”, prisioneiros em um “enclave de branquitude”, avessos ao mundo de diversidade que os rodeia – e os ameaça. Nunca foi a economia, a fala popular de Lula ou as gafes de Dilma que produziram tanto ódio; foram o racismo, a síndrome da Casa Grande e a ferida ainda aberta da escravidão que os fez odiar tanto qualquer um que represente o Brasil profundo.

É o nojo do diferente e a ilusão de superioridade que tanto os motiva. É o desejo de “ser como era antes”, quando todos sabiam seu lugar. É a saudade da subserviência de tantos negros, migrantes, pardos e pobres, outrora acostumados à fidelidade trocada por migalhas.

Para estas pessoas, atreladas a um passado de desprezo pelos de baixo, o Brasil fraterno precisa responder, mesmo que a energia da indignação seja a força motriz para levar adiante essas necessárias mudanças.

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