Palavras e Palestina

Palestinas

 

Minha proposta é mudar as palavras e a forma de nos reportarmos aos problemas entre israelenses e palestinos, e isso pode ser um bom começo. NÃO EXISTE “conflito” entre esses dois polos em disputa, da mesma forma como não havia conflito entre nazistas e judeus na Alemanha de Hitler. Para que haja um conflito é necessário que ocorra uma paridade relativa de forças, o que evidentemente não havia no Holocausto e também não ocorria na vigência do Apartheid na África do Sul. Os nazistas massacraram os judeus neste período negro da história, assim como a população branca sul-africana oprimiu por décadas os negros que lá viviam. A mesma situação de disparidade de forças ocorre no Oriente Médio onde um povo sem exército, sem armamento, e sem condições mínimas de vida é subjugado há 70 anos por um grupo invasor que se apossou de suas terras e tem um dos exércitos mais poderosos do mundo. Desta mesma forma, a ocupação da Palestina e o aprisionamento a céu aberto dos Palestinos em Gaza e Cisjordânia não podem se configurar “conflitos”, mas sistemas claros de opressão contra uma sociedade e um povo.

“Segundo Bobbio, 1986, pode-se definir conflito a partir de seus componentes. “Existe um acordo sobre o fato de que o conflito é uma forma de interação entre indivíduos, grupos, organizações e coletividades que implica choques para o acesso e a distribuição de recursos escassos. No caso da guerra, fala-se não do conflito pessoal, mas do conflito social.

O conflito, em algumas escolas da sociologia, é enxergado como o desequilíbrio de forças do sistema social que deveria estar em repouso, isto é equilibrado, quanto à forças que o compõe. Segundo essa teoria, não se enxerga mais o grupo como uma relação harmônica entre órgãos, não suscetíveis de interferência externa.”

O conflito pode ser compreendido como “um despertar simultâneo de dois ou mais motivos que sejam incompatíveis” (R. Minadeo) e está associado a “situações onde a capacidade da sociedade em resolvê-lo por meio de mecanismos reguladores, tais como tribunais ou estruturas sociais (por exemplo, clãs) fracassou, e as partes envolvidas no mesmo recorrem à violência.” (http://extensao.cecierj.edu.br/material_didati…/…/aula01.htm)

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