Sem Lula é Fraude

A prisão do Lula numa perseguição escandalosa promovida pelos setores mais reacionários de uma sociedade escravocrata não passará em branco. Se Lula não concorrer NENHUM presidente terá legitimidade (como este usurpador de agora). A greves vão acontecer por todo lado, o “Fora XXX” vai aparecer em todos os muros, a pressão da comunidade internacional vai se fortalecer, o clima político no Brasil ficará ainda mais belicoso e tenso. O Brasil se tornará um péssimo lugar para viver. Talvez a solução apresentada pelas elites será o golpe militar ao estilo anos 60-70, mas aí teremos a suprema humilhação internacional. Claro que os Estados Unidos imediatamente reconhecerão o novo governo militar (de novo), mas o mesmo não vai acontecer com os países civilizados e democráticos da Europa. Lula preso desta forma – sem provas, com lawfare, com desprezo pelas leis – fará o Brasil virar um caos.
 
Uma das razões importantes para a situação conflituosa é que o juiz de Curitiba fez um cálculo errado. Achou – junto com a Globo e os golpistas – que o povo estaria junto com ele no “combate ao PT”, travestido de luta contra a corrupção. Acharam que todos íamos acreditar na narrativa criada para desmoralizar o PT, o único partido na história de República que ousou mudar a pirâmide de classes do Brasil. Também acreditaram que Moro seria colocado no patamar de “heroi nacional” e os promotores fanáticos gospel de Curitiba seriam vistos como “Os Intocáveis” tupiniquins, sendo o Dalanhol um Eliott Ness longilíneo e de bochechas rosadas. Hoje em dia a crítica à atuação dos promotores na Lava Jato varia de “concurseiros arrogantes” até “fascistas”, como cita constantemente o candidato Ciro Gomes. As “dez medidas” propagandeadas por este grupo entrarão para a história como a peça mais agressiva e violenta contra as garantias individuais e a proteção do cidadão.
 
Esta narrativa planejada não se concretizou. O juiz da República de Curitiba despenca na aprovação nacional, ao mesmo tempo em que Lula – apesar do massacre midiático – supera de longe todos os seus concorrentes à disputa presidencial – e continua crescendo. Por essas questões – a impossibilidade de fazer valer uma narrativa que inviabilize politicamente o ex-presidente Lula – a situação se deteriora para o governo a partir de 2018. Qualquer solução será dramática, mas se o judiciário continuar nessa espiral descendente de credibilidade (ainda estou escrevendo sob o impacto do suicídio do reitor da UFSC) ninguém sabe o que poderá ocorrer.
Por outro lado eu diagnostiquei uma atitude preponderante entre as pessoas de esquerda que é assim: “Enquanto Lula for covardemente perseguido votarei nele para que não se mantenha essa injustiça.” Não estão votando num projeto de Brasil, estão votando para proteger Lula como o grande símbolo da esquerda. Sabem que, se os poderosos podem fazer isso com Lula, podem facilmente destruir qualquer um que se coloque de peito aberto contra o avanço neoliberal. Porém, se Lula for inocentado e não correr mais risco de ser massacrado por um juiz corrupto, poderão votar de acordo com suas preferências, suas ideias e suas emoções. Esse é o meu sentimento: se o grande símbolo da resistência popular continuar sendo ameaçado por um judiciário que tem lado, então meu voto será de Lula
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