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Sionismo liberal

Agora todo mundo está vendo que do nada, por magia e por encanto, as pessoas começaram a ter atitudes contra j*deus no mundo inteiro. Assim, sem nenhuma razão aparente estamos diante de uma onda de antissemitismo. Essa mudança repentina no comportamento de cidadãos do mundo inteiro parece um pouco estranha, não? Não será porque canalhas de Israel já mataram mais de 80 mil árabes e cristãos civis, entre libaneses e palestinos? Certamente que essa antipatia contra os seguidores da Torah não é pela tortura sistemática de prisioneiros nas masmorras de Israel, e nem porque treinaram cães para abusar sexualmente de prisioneiros. Por certo que não será pelo enorme número de crianças palestinas com balas na cabeça e no peito, atingidas pelos snipers assassinos de Israel. Deve haver outra explicação. Só pode ser um ódio gratuito. E de novo Israel é a vítima do mundo. Nunca é pelo apartheid, pelos assentamentos ilegais, pelas prisões sem devido processo legal, pelos ataques à comunidade árabe. Mas, resta a pergunta: se os sionistas não são culpados, de quem srerá a culpa? Claro, dos palestinos, que jamais se renderam. Mas também virou prática entre os “sionistas de esquerda” (um oxímoro) chamar qualquer critica ao sionismo – seja pelo genocídio, pelas ocupações ilegais ou os assassinatos constantes – de “antissemitismo”. Todos que combatem o governo de Israel há décadas já receberam este tipo de acusação.

No entanto, perceberam como este ataque perdeu completamente a força nos últimos tempos? O que outrora amedrontava, por colocar no sujeito o rótulo de racista e/ou negacionista do holocausto, hoje virou um clichê gasto, usado por quem não tem mais argumentos e não consegue rebater a avalanche de acusações contra Israel. Hoje é possivel dizer que se você não for acusado de antissemita é porque não esta denunciando corretamente o genocídio sionista. Depois dos massacres em Gaza, ninguém mais consegue acreditar na retórica dos liberais, que ainda insistem na tese de que o problema com Israel é exclusivamente culpa de Netanyahu e a extrema direita fascista de Israel. Infelizmente, isso não condiz com a verdade. Pesquisa recente do Israel Democracy Institute (IDI) indicou que mais de 75% dos judeus israelenses apoiavam a continuação da guerra. Ou seja, a população judaica da Palestina apoia o massacre, e uma boa parte acha que foi pouco o que foi até agora realizado. Michal Woldiger, membro do Knesset disse: “Não existem inocentes em Gaza. Sim, crianças devem ser mortas também. Não existe outra maneira”. Pensem, essa mulher tem filhos e uma vez os carregou em seus braços. Quando uma mãe diz que crianças devem ser mortas numa guerra criada e levada a cabo por adultos qualquer sinal de humanidade já abandonou seu coração há muito tempo. Não resta nada, sobrou apenas um monstro de ressentimento, ódio e supremacismo.

Desumanizar os palestinos sempre foi a tarefa inicial do projeto sionista, e eles agora estão sendo mortos pela suprema ousadia de resistir. Mas enganam-se aqueles que acreditam, como os sionistas “moderados”, que se trata de um problema da extrema direita israelense capitaneada por Bibi Netanyahu. Não, essa parlamentar de Israel não é o resultado das políticas de Netanyahu, mas a razão pela qual esse canalha está no poder. Ele apenas representa estes degenerados sionistas supremacistas, produzidos na esteira de produção industrial de fascistas de Israel. O primeiro ministro israelense é tão somente o reflexo da sociedade que o sustenta, a consequência brutal de um modelo supremacista e racista, e não a sua causa.

“Sionismo democrático, liberal, trabalhista, humanista: sim; supremacismo territorial com roupagem de promessa bíblica: não.”

Como conseguem ainda defender esta tolice? Sionismo significa retirar os palestinos das terras em que habitavam há séculos para criar uma etnocracia que só se sustenta pelo terror. Imaginar que é possível criar um sionismo democrático excluindo os palestinos da equação é mais do que ingenuidade; é perversidade pura, supremacismo travestido de “libertação dos oprimidos”. Lembrem apenas que essas afirmações são idênticas à pregação de Adolf, que tratava a questão alemã como uma revanche do “povo alemão oprimido” pela conjuntura internacional e pelo acordo criminoso de Versailles, muito prejudicial para a Alemanha porque impôs perdas territoriais, limitações militares e pesadas obrigações financeiras que muitos alemães viram como humilhantes e injustas. Ora, as desculpas para massacrar os povos – ora judeu, agora palestino – aparecem sempre com uma roupagem bonita, certo? Compra quem quer. Mas Marx já deixava bem clara esta equação ao dizer que a história se repete, primeiro como tragédia … e depois como farsa. O sionismo é a farsa da emancipação judaica. Nada mais é do que a a roupa moderna do velho colonialismo europeu, expoliador, racista, violento e genocida.

A causa dessa disputa de narrativas é o modelo de terror implantado por Israel desde sempre, a começar pelo ataque ao hotel King David levado a cabo pelos terroristas do Irgun. Toda a história de Israel foi baseada na morte, na expropriação, no abuso sexual, na impunidade e no assassinato, basta ler com cuidado a história desse país! Enquanto aqueles que apoiam a causa palestina são chamados de “antissemitas” é preciso proteger e apoiar os semitas de Gaza, porque os sionistas liberais se ocupam defendendo poloneses e ucranianos em suas fantasias semitas ridículas. A sociedade israelense, que aplaude a tortura nas prisões e transforma torturadores em ídolos populares, tornou-se degenerada e doente. E isso não tem nada a ver com os judeus ou judaísmo, mas com essa perversão racista chamada sionismo. Assim como criticar o nazismo não significa ser anti-alemão ou anti-cristão, então não há porque acreditar nesta confusão oportunista. Ninguém mais compra docilmente as mentiras da hasbara.

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Arquivado em Causa Operária, Palestina

Cadáver insepulto

Apesar da evidência dos massacres de Israel, que se mantém mesmo com a condenação do mundo inteiro, ainda subsistem comentários de puro lixo sionista nas redes sociais, cheios de fanatismo supremacista. Comumente, ignoram a própria história colonial de Israel, um país criado pelo roubo das terras palestinas, pelo terrorismo infame do Irgun e do Haganá, pelos massacres, pela morte de crianças, pelas prisões infectas, as torturas e o colonialismo mais vil e abjeto. Tais palavras ficarão para sempre no ambiente das redes sociais como um testemunho de covardia e desrespeito com as vidas de mais de 50 mil mortos, causados diretamente pelo colonialismo assassino e racista de Israel. É uma profunda vergonha ver essa imundície escrita em português.

Perceba como os comentários fascistas usam das mesmas palavras mágicas de sempre: chamam os inimigos de “terroristas” para assim classificar os combatentes que lutam pela libertação da Palestina. Tratam os israelenses capturados como “reféns”, mas os palestinos torturados como prisioneiros. Defendem que a potência invasora tem o “direito de se defender”, mas negam o mesmo direito aos milhões de palestinos esmagados pela opressão e pelo apartheid sionista. Desta forma, procuram desviar do nosso olhar a colonização, as mortes de crianças, o genocídio planejado e a limpeza étnica incessante, para justificá-los mediante uma cruzada moral, que tenta eliminar os terroristas, o “mal”, os deteriorados e “fanáticos do islã”.

Nesta ofensiva sionista só uma coisa é indecente e depravada: a ocupação racista por Israel que se expressa por apartheid, mortes, prisões arbitrárias, abuso de crianças, crimes sexuais, torturas de todo tipo, maus tratos e genocídio. Israel representa o imperialismo mais decadente e abjeto, a perversão e o abuso; a falta de lei e a negação da civilização. Israel é a selva, o câncer do mundo, e o planeta tem o direito de se defender dessa aberração. Como todo representante de um Império decadente, a queda de Israel será pelo terror, que nada mais é que o desespero pelo fim de um ciclo de opressão.

Os textos de apoio a Israel usam a retórica padronizada dos sionistas, que invertem as responsabilidades e apontam dedos acusatórios às próprias vítimas. Por isso, a culpa dos massacres é dos palestinos, que são “oprimidos pelo Hamas”, e que deveriam ter aceitado a vida miserável oferecida pelos sionistas sem jamais reclamar. Esta narrativa começou com um monstro chamado Golda Meir, a grande patronesse do Apartheid sionista que, do alto de sua bestialidade, falou para Anwar Sadat, presidente do Egito: “Jamais os perdoaremos por obrigarem nossos filhos a matarem os seus”. Nada poderia ser mais monstruoso, obsceno, perverso e degenerado.

Entretanto, a bravura e a resiliência do povo palestino servem como um exemplo para todo o planeta. O sionismo demonstra de forma inconteste os sinais de sua decrepitude. É um cadáver racista e fétido, que apenas aguarda o momento para ser descartado. Somente quando Israel cair o mundo poderá respirar em paz.

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Arquivado em Causa Operária, Palestina

Terroristas

Qualquer um que tenha lido não mais do que cinco minutos sobre a história do Nakba, sobre o Hamas e a respeito da luta de 76 anos pela libertação da Palestina não repetiria o que sionistas vomitam nas postagens pró-Israel É necessário compreender apenas que aqueles que lutaram pela libertação de Paris para tirar seu país das mãos dos nazistas, os que enfrentaram os ingleses para a independência americana, os que se rebelaram contra Portugal para conquistar a independência de Moçambique e Angola e os que expulsaram os franceses do norte da África para dar fim à opressão francesa na Argélia também foram chamados de “terroristas”, apenas porque as nações opressoras se arrogam o direito de colocar esse rótulo em quem luta contra a sua dominação.

Terrorista mesmo é Israel, até porque a própria criação desse enclave europeu e branco no território da Ásia Ocidental só foi possível a partir de atos de brutal terrorismo. O atual massacre covarde em Gaza não é o primeiro patrocinado pelos sionistas na Palestina e não será o último. Foi precedido por muitas tragédias conduzidas pelos monstros que controlam Israel, como o massacre de Deir Yaseen. Houve também massacres em Haifa em 1947 (nesta época foram mais de 20), e tantos outros, como a emblemática explosão do Hotel King David.

A explosão desse hotel foi um ataque ocorrido na cidade de Jerusalém em 22 de julho de 1946, durante o Mandato Britânico da Palestina, tendo como perpetradores os membros de uma organização armada sionista que lutava pela criação de um Estado racista e etnocrático, apenas para judeus, que viria a se chamar “Israel”. A milícia terrorista envolvida era denominada Irgun (diminutivo de Irgun Zvai Leumi, Organização Militar Nacional). O hotel servia de residência dos familiares de funcionários do governo britânico na Palestina e o ataque foi organizado por Menachem Begin, que seria mais tarde primeiro-ministro de Israel por dois mandatos. O ataque ao Hotel Rei Davi resultou na morte de 91 pessoas (28 britânicos, 41 árabes, 17 judeus e 5 outros mortos) e ferimentos graves em outras 45 pessoas. Aliás, também estavam lá os terroristas David Ben-Gurion, Menachem Begin e Yitzhak Shamir, que dirigiam, respectivamente, os grupos terroristas Haganah, o Irgun e o Bando Stern. Alguns anos depois, todos seriam primeiros-ministros de Israel, sem que qualquer um deles tenha jamais sido punido pelos atos hediondos e os crimes contra a humanidade por eles cometidos. Já pensou o que diríamos se o nosso presidente fosse um terrorista que um dia planejou a explosão de uma adutora para forçar o aumento dos salários de militares? Bem, não deveria ser nenhuma surpresa para nós…

Chega a ser estúpida qualquer afirmação de que a resistência armada de um povo, que vivia naquela região há milhares de anos, possa ser chamada de terrorista, enquanto os invasores da Europa sejam todos eles considerados como tendo um direito natural àquela terra. O Hamas nada mais é do que um grupo de bravos guerreiros que tentam há 7 décadas o reconhecimento de sua nação, combatendo o imperialismo e se defendendo dos massacres, as mortes, os sequestros de crianças, as torturas, os assassinatos e os abusos sexuais contra seu povo. Antes de chamar os palestinos de “terroristas” pense primeiro o que você faria se o seu pai fosse morto, sua irmã abusada, sua mãe morresse por falta de remédios e seus primos e tios estivessem em uma masmorra sionista pelo simples crime de serem palestinos. E se você acha exagero, aqui estão em ordem cronológica os principais massacres cometidos contra a população cristã e muçulmana da Palestina.

PALESTINA LIVRE!!!!

1. Haifa – Massacre – 6/3/1937, 6/7/1938, 25/7/1938, 26/7/1938, 27/3/1939, 19/6/1939, 20/6/1948
2. Jerusalém – Massacre -1/10/1937, 13/7/1938, 15/7/1938, 26/8/1938, 7/1/1948
3. Balad Al-Shaykh – Massacre – 12/6/1939
4. Al Abbasiyah – Massacre – 13/12/1947
5. Al-Khasas – Massacre – 18/12/1947
6. Jerusalem – Massacre – 29/12/1947
7. Jerusalem – Massacre – 30/12/1947
8. Balad Al-Shaykh – Massacre – 31/12/1947
9. Al-Sheikh Break – Massacre – 31/12/1947
10. Jaffa – Massacre – 4/1/1948
11. Al-Saraya – Massacre – 4/1/1948
12. Semiramis – Massacre – 5/1/1948
13. Lydda – Massacre 1948
14. Al-Saraya Al-Arabeya – Massacre – 8/1/1948
15. Ramla – Massacre – 15/1/1948
16. Yazur – Massacre – 22/1/1948
17. Haifa – Massacre – 28/12/1948
18. Tabra Tulkarem – Massacre – 10/2/1948
19. Sa’sa’ – Massacre – 14/2/1948
20. Jerusalem – Massacre – 20/2/1948
21. Haifa Masacre – 20/2/1948
22. Saliha – Massacre 1948
23. Al-Husayniyya – Massacre – 13/3/1948
24. Abu Kabir – Massacre – 31/3/1948
25. Cairo Train – Massacre, Haifa – 31/3/1948
26. Ramla – Massacre – 1/3/1948
27. Deir Yassin – Massacre – 9/4/1948
28. Qalunya – Massacre – 14/4/1948
29. Nasir al-Din – Massacre – 13/4/1948
30. Tiberias – Massacre – 19/4/1948
31. Haifa – Massacre – 22/4/1948
32. Ayn al-Zaytoun – Massacre – 4/5/1948
33. Safed – Massacre – 13/5/1948
34. Abu Shusha – Massacre – 14/5/1948
35. Beit Daras – Massacre – 21/5/1948
36. Al-Tantura – Massacre – 22/5/1948
37. Abu Shudha – Massacre 1948
38. Al-Dawayime – Massacre 1948
39. Khan Yunis – Massacre 1955
40. Jerusalem – Massacre 1967
41. Sabra and Shatila – Massacre 1982
42. Al-Aqsa – Massacre 1990
43. Ibrahimi Mosque – Massacre 1994
44. Jenin Refugee Camp April 2002
45. Gaza – Massacre 2008-09
46. Gaza – Massacre 2012
47. Gaza – Massacre 2014
48. Gaza – Massacre 2018-19 & 2021
49. Gaza Genocide 2023 em andamento

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