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Desafio do Casal

Desafio do casal

Onde se conheceram? Na festa pela proclamação da República. Ela segurava um cartaz “Tchau querida princesa Isabel” e eu carregava um banner “Somos todos Deodoro”. Amor à primeira cacetada.
Em que ano se conheceram? 1889
Quem roubou o primeiro beijo? Eu. Ela é honesta demais.
Quem é o mais ciumento? Ela. Tem ciúme das minhas canetas. “Precisa segurar elas desse jeito indecente, seu velho babão!!!”
Quem é o mais bagunceiro? Eu. Quando meu filhos eram pequenos esqueci o Lucas no cesto de roupa suja e quando o tintureiro veio devolver eu fiquei embaraçado.
Quem é o mais falante? Eu. Mas ela fala melhor.
Quem sempre pede desculpas? Eu sempre, porque só eu faço coisas erradas
Quem é mais briguento? Sem dúvida eu. Brigo porque uma vida sem brigas é como uma ponte sem faróis, mas a analogia agora me escapa.
Quem nunca esquece o aniversário de casamento? Os dois, mas confundimos sempre com o aniversário da independência do Camboja.
Quem gasta mais? Eu claro. Eu gasto saliva explicando porque precisamos economizar em tempos difíceis.
Quem é mais romântico? Uma vez comprei dois kg de bacon e dei a ela no dia dos namorados. Acharam insensibilidade minha, mas era uma oferta imperdível!!
Quem gosta mais de sair? Eu. Quando a coisa esquenta saio de si
Quem se atrasa? Eu
Quem cozinha melhor? Acho que eu, mas como nunca cozinhei na vida fica difícil provar o meu argumento
Quem come mais? Eu
Quem dorme mais? Ela. E não se atreva a acordá-la antes da hora!!
Quem é mais chato? Eu, mas como recebi recentemente o “Stubborn Award” como o cara mais chato das Américas é difícil para ela competir comigo. Continue tentando!!!
Quem dirige mais? Eu dirijo mais o carro e ela dirige mais as nossas vidas
Quem chora mais? Ela chora em qualquer filme que no final a moça-morre-porque-estava-com-doença-terminal. Eu só choro com replay de gol do Grêmio.
Quem tem paciência? Ela. Eu fico muito impaciente com o excesso de paciência dela

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Dengue asiática

Dengue asiática

A dengue de Xiaoping o deixou muito Mao. O grande problema é que ele a adquiriu de um simples Beijing. Por esta razão tome cuidado. Caso encontre alguém com essa doença, não Tóquio, porque é sempre possível o karatê e não ser visível. Esperamos que este alerta não fique Confúcio e que medidas sejam tomadas.

Lembre-se sempre:

“If you can’t understand this message, Gengis Khan”.

Espero que esse comentário a judô você.

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Festas

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Frases campeãs nas festas de fim de ano…

“O Panetone está seco, mas ainda tá bom”.
“Sobrou sorvete?”
“Não foi assim que eu falei pra tia Marilda, você está exagerando”.
“Bêbado como, se só tomei uma cerveja”?
“Também achei ridícula a roupa dela. Ela não tem mãe?”
“Ele sempre conta aquela piada quando bebe”
“Eu achei bom, mas tava meio seco”
“A gente sabe que o valor em dinheiro não é o mais importante”
“Como engordou tua prima, né? Se tu não te cuidar vai por esse caminho. Olha a genética”
“Sidra? Faz favor, né?”
“Qual a porra do problema de vocês com uva passa e maçã na maionese?”
“O sapato novo me destruiu”
“Mas é pravê ou pracumê?”
“Como você pode ter certeza que eu fui com a mesma bermuda o ano passado?”
“Eu me cuidei o mês inteiro, mas ontem fugi da dieta”
“Como é que a minha irmã aguenta aquele marido dela?”
“Ela não é uma criança má. Isso é uma fase que todas passam”
“Claro que isso é reflexo da mãe que ela tem”
“A mais moça é bonitinha, mas a mais velha pegou o nariz do pai. Pobre criança”
“Eu lamento pelos meus pais. Estão velhos, não mereciam passar por isso”
“Como é o nome daquela moça que estava falando com a minha filha? Como assim? Curiosidade só. Não posso perguntar?”
“Como cresceram os filhos dela!! Até ontem eu pegava no colo.”
“Também acho que não fica bem pra uma mocinha da idade dela”
“Ele já terminou o Colégio?”
“Gorda nada, meu amor. Estavas ótima. Linda mesmo”.
“Não, não chegou a enrolar a língua, mas quando começou a contar a piada da freira me despedi de todos e peguei a chave da sua mão”.
“Ah meu Deus, senti pena dos cachorros”
“Nunca mais vou na festa de Natal da família”
“Família? Hospício, você quer dizer”
“Que bom que a gente tem família para poder encontrar. Nem que seja uma vez por ano.”

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Sócrates e Epicuro

socrates

O primeiro jogou no Corinthians, mas na época não tinha essa barba. O segundo jogou no infantil do Madureira, mas rompeu o menisco esquerdo num carrinho maldoso por trás e teve que abreviar a carreira. Ambos foram colegas na Faculdade de Filosofia (mas naquele época era Philosophia) e fizeram bons trabalhos de conclusão, pelo menos eles passaram a vida divulgando suas ideias. Eles tiveram muito seguidores apaixonados.

epicuro

Em sua despedida da escola de Philosophia Sócrates escreveu sobre “O não saber-se quem se é-se“, um épico do desconhecimento absoluto de si mesmo. Enquanto isso, seu colega Epicuro resolveu dedicar-se a um tema que lhe foi muito próximo, por isso apresentou o tema “A ataraxia e meu joelho – a inutilidade da filosofia nas rupturas meniscais“. Tanto Sócrates quanto Epicuro foram aprovados com “C”, mas apenas porque as fotos que usaram na apresentação eram de baixa resolução. Banca de TCC é sempre essa aporrinhação.

Ambos desistiram de Filosofia. Sócrates, como sabemos, dedicou-se ao futebol mas faleceu por efeitos da bebida. Epicuro teve vários empregos, mas no fim da vida trabalhava como plastificador de estátuas e escovador de cães em pet shops de Aricanduva.

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Isabela

Megafone

Hoje à tarde entrei no shopping para tomar meu último cafezinho antes de visitar pacientes no hospital quando, vindo em minha direção, caminham duas moças jovens e bonitas aparentemente tendo uma discussão. Uma delas interrompe o passo antes de chegar na escada rolante, coloca as mãos ao lado da boca imitando um megafone e grita com voz transparecendo fúria:

É isso aí galera. Prestem atenção!! Eu comi a Isabela!!

A amiga que a acompanhava puxa suas mãos e reiniciam a discussão.

Pensei em gritar “Eu também!!” mas pelo jeito que estavam furiosas elas jamais entenderiam a piada…

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Escolha difícil

Perucas

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1 de junho de 2015 · 23:29

Jung, Freud e as polainas

Tive um sonho estranho na noite passada.

Sonhei que, após uma briga terrível com Freud por causa da cor das polainas do mestre, Jung teria voltado para casa, feito suas malas e apagado todos os selfies que tirara com seu ídolo. Feito isso, resolveu sair da cidade. “Espairecer, é o que preciso”, pensou ele.

Dirigiu-se à estação de ônibus e pediu um bilhete para a cidade em que morava sua mãe, Nova Hartz. Precisava de um carinho materno, colo, doce de figo e alguém que lavasse três malas de roupa suja que ele trazia consigo.

Mal entrou no ônibus (Ouro e Prata, semi-leito) olhou para a janela e viu sua cidade apequenar-se no horizonte, à medida em que se lembrava das circunstâncias de sua briga com Freud, ainda recordando, palavra por palavra, sua última desavença com ele:
“O uso de polainas salmão com calças pretas não era algo simplesmente derivado de uma predileção ou um fato aleatório. Não, Siggy, não! Não há coincidências!! É preciso haver uma conexão com algo maior, algo que extrapole a própria subjetividade, que seja resgatado de um poço de desejos e imagens, significantes e mitos, algo como… como um arquivo onde todos colocassem valores que circulam de forma não-sabida, em um campo simbólico, onde eles volitam até que alguém deles se aposse momentaneamente, e volte a colocá-los em circuito. Eles existem e nos governam, sem que possamos ter sobre eles consciência. Poderia chamar este lugar de… agora me foge o termo.”

Jung irritou-se com a impossibilidade de encontrar o termo adequado para a sua teoria, que parecia fazer todo o sentido. Freud, por sua vez, apenas acendeu seu charuto e respondeu: “Não creio que o inconsciente esteja preocupado com minhas polainas, Karl. Muitas vezes uma polaina é apenas uma polaina para esquentar as canelas. Faz frio nesse bairro, por Deus! Pare de buscar explicações que não existem para satisfazer suas teorias tolas!”

O mestre ainda teve tempo de dar uma baforada em seu charuto, visivelmente bravo e com seu nariz avermelhado pelo frio. Freud somente o chamava de Karl quando estava profundamente irritado, do contrário Gustav era o nome mais carinhoso. Jung não esperou que seu mentor completasse sua lista de ofensas prediletas. “Suiço comedor de queijo”, era uma das mais infames. Pegou seu chapéu de feltro com fita vermelha e saiu porta afora, não sem antes gritar: “Não me chame pelo whatsapp, Siggy. Você está definitivamente BLOQUEADO!

Dentro do ônibus, mareado um pouco pelas curvas, Karl mordeu o lábio ainda remoendo angustiosamente a raiva pelo acontecido. “Por que desprezar minha ideia? Por que ele sempre faz isso comigo? Por que insiste em me humilhar quando Sándor Ferenczi está por perto? E por que insiste em chamá-lo de “Sandy” na minha frente?”

O ônibus sacoleja quando sai da BR 116 e entra em direção a Taquara. Seus pensamentos estão cheios de mágoa, mas não consegue esquecer que a razão fundamental para esta briga estava alicerçada em uma disputa fálica: o mestre que jamais admitiria ver seu pupilo oferecer uma ideia inovadora. O filho que ousa desafiar o pai; o lobo velho que resiste e luta até sangrar e, por fim, morre. Porque precisa ser assim? Qual a razão de desprezarmos tanto o amor. Sim, o amor…

Subitamente um estrondo. O guincho estridente dos pneus é seguido de uma batida seca, o que faz tudo escurecer. O ônibus, ao desviar de uma vaca perdida, freia de forma brusca. A ação rápida do motorista salva o animal, mas faz o “Ouro e Prata” girar sobre si mesmo e cair na ribanceira que se estende ao lado da pista. Depois apenas o silêncio e breu…

Karl Gustav acorda com um policial rodoviário a lhe bater levemente no rosto. Sua face encovada e seus lábios finos estão ainda mais descorados. O quepe cor de cáqui do oficial quase lhe bate na testa. “Senhor Karl, senhor Karl, por favor, diga algo. O senhor está bem?”

Jung estava confuso. Lembrava da conversa na noite anterior no bairro do Bom Fim com Freud, e sabia que haviam brigado. “O que aconteceu depois? Onde estou? O que houve?”

“O ônibus caiu no barranco, senhor Karl. Foi muita sorte terem escapado com vida. O senhor esteve inconsciente no coletivo este tempo todo. Estamos aqui para lhe resgatar”.

“Ah, estive inconsciente… no coletivo? Inconsciente … coletivo?”

Jung ficou subitamente alerta. Foi tomado de uma espécie de euforia, que poderia ser traduzida pelos policiais que o cercavam como um surto de loucura. Arregalou seus olhos azuis helvécios e exclamou:

“É isso, é isso!! Preciso escrever, escrever!! Onde posso arranjar uma caneta BIC?”

O som dos passarinhos agride meus tímpanos em repouso e acordo com o alarme do celular. Olho para a mesa de cabeceira e vejo “Memórias, Sonhos e Reflexões”, de K. G. Jung.

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Professora de Inglês

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A vida divertida de uma professora de inglês para crianças…

Minha filha Bebel estava dando aula de inglês para crianças de 4 anos de idade em uma escola privada da cidade. A brincadeira que ela elaborou consistia em dizer em voz alta para os aluninhos uma parte do corpo em inglês, e as crianças apontarem em si mesmas. Com todos eles em pé de frente para a professora a brincadeira começou.

– Vamos lá crianças, quero ver quem acerta. Escutem a professora… “HEAD”.

Algumas crianças não sabiam, outras apontam para suas cabeças, mas uma menina linda bem à frente da professora põe ambas as mãos entre as pernas e grita:

– Xexeca!!!

Sem se perturbar minha filha Bebel explica que não é isso, que é a cabeça. Ela sorri e Bebel propõe outra parte do corpo, e fala “LEG”.

As crianças se entreolham, e algumas se abaixam e tocam nas pernas. Outras apenas sorriem sem saber o que fazer. A menina lindinha aproveita e mais uma vez coloca as mãozinhas nos genitais e dispara:

– Xexeca!!!

Minha filha começa a ter dificuldade para conter o riso, mas explica mais uma vez que não é essa parte e explica que é a perna. Ela parece desapontada, mas continua sorrindo lindamente. Mais uma charada então é proposta. Bebel diz “NOSE” e espera as respostas.

As crianças novamente titubeiam. Algumas colocam o dedo no nariz, outras nas orelhas, mas a loirinha não tem nenhuma dúvida. Coloca as mãos lá em baixo e mais uma vez exclama com plenos pulmões:

– Xexeca!!!

Aí a minha filha não contem mais o riso e, depois de explicar que era o nariz, dispensa a turma para fazerem um lanche. Quando estão todos de saída a menina se aproxima da minha filha e diz em voz baixa:

– Professora, depois a senhora vai dizer xexeca?

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O Judiciário e os autos

Porsche

Vamos parar com esse preconceito contra o judiciário do Brasil. Não há nada de errado na história do juiz dirigir o Porsche do Eike Batista pela simples razão de que essa apropriação está prevista na LEI.

Vejam bem: “é dever do juiz conduzir os autos do processo“.

Pronto. Está tudo explicado.

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The Cétera Brothers

Cétera

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