
Quando alguém lhe perguntar porque o proibicionismo não funciona podem citar o caso do marido da Maria da Penha. Aposto que 90% das pessoas não sabiam que o caso é cercado de inúmeras controvérsias, inclusive gravitando em torno do núcleo central do processo: a ausência de provas que confirmaram o dolo. As pessoas tomam a Maria da Penha como heroína e seu marido como um monstro, e as primeiras informações do caso realmente permitiam esta perspectiva. Entretanto, depois da proibição, muitas pessoas agora desejam se informar melhor sobre o caso e inclusive gostariam de assistir o tal documentário produzido pela fascistalha do BP.
A verdade é que estas proibições não funcionaram com o cristianismo, com os movimentos burgueses, com os separatistas, com os independentistas, com os nazi e muito menos com os comunistas. Pior: demonstram que quando se proíbe algo é porque existem interesses escusos na manutenção de uma única versão, e a investigação poderia trazer verdades inconvenientes à tona.
Sabe quem mais desejaria que o Herédia falasse? Maria da Penha. Seja porque ela nada teme ou porque impedi-lo de falar vai fazer todo mundo questionar porque o sujeito precisa ser calado.